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18/04/2017

Atividade econômica do País cresce 1,31%

Terceiro incremento consecutivo do IBC-Br pode indicar que o Brasil está saindo da recessão
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Produção industrial cresceu 0,1% em fevereiro, segundo o BC/Alisson J. Silva
São Paulo - A economia brasileira cresceu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, desempenho bem acima do esperado pelo mercado, mostrou ontem o Banco Central, sinalizando um início da retomada no País após dois anos de profunda recessão. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 1,31% em fevereiro sobre janeiro, em dado dessazonalizado.
Em outra frente, o BC melhorou a performance de janeiro para alta de 0,62 % frente a dezembro, após ter divulgado contração de 0,26 % anteriormente.

“De fato há sinais de melhora da atividade que começa a se disseminar por alguns setores, mas é preciso um pouco de cautela por conta das mudanças de cálculo do IBGE nas pesquisas”, avaliou o economista da Tendências Silvio Campos Neto, para quem o PIB deve crescer 0,1 % no primeiro trimestre.

Os dados positivos vieram na esteira de mudança na metodologia de cálculo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os setores de serviços e de varejo, cujo ano base para comparações passou a ser 2014, e não mais 2011, beneficiando positivamente os resultados.

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos. Na comparação com fevereiro de 2016, o índice subiu 0,48%.

No acumulado em 12 meses, houve queda de 3,68%, sempre em números dessazonalizados. O maior ímpeto da atividade em fevereiro teve como pano de fundo crescimento de 0,7% no volume do setor de serviços sobre janeiro, com destaque para aqueles prestados às famílias.

A produção industrial também ficou no campo positivo, com alta de 0,1% sobre o mês anterior, mas frustrando expectativas de expansão mais vigorosa.

Por sua vez, as vendas no varejo surpreenderam negativamente em fevereiro, recuando 0,2% por conta da pressão exercida pela fraqueza em supermercados. Por outro lado, o IBGE revisou o dado de janeiro sobre o mês anterior para alta de 5,5% após divulgar originalmente perda de 0,7%.

No primeiro bimestre, o IBC-Br caiu 0,38% em desempenho dessazonalizado. Para o consolidado de 2017, a expectativa do governo é de alta de 0,5% no PIB.

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Focus - A pesquisa Focus do BC,  divulgada ontem, mostra que a previsão é de que em maio, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne novamente, o BC voltará a reduzir a Selic em 1 ponto percentual. Para o fim do ano e 2018, as estimativas não mudaram, e apontam taxa básica de juros de 8,5%.

Na semana passada, diante da perda de força da inflação e em meio à atividade econômica ainda fraca, o BC acelerou o passo e reduziu a Selic em 1 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Até então, haviam sido duas quedas de 0,25 ponto cada e outras duas de 0,75 ponto.

Agora, os especialistas aguardam a divulgação da ata da reunião, nesta terça, para calibrar suas apostas.

A perspectiva para a inflação deste ano permaneceu em trajetória de queda no levantamento com uma centena de especialistas, recuando 0,03 ponto, para 4,06%. Para 2018 também houve redução, com o IPCA subindo 4,39 %, sobre 4,46% anteriormente indicado.

Em relação à economia, os economistas veem agora crescimento de 0,40% do PIB em 2017, 0,01 ponto a menos, mantendo a expectativa de expansão de 2,5% no ano que vem. (Reuters/FP)

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