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Economia

12/10/2017

Aumenta adesão da RMBH ao sinal digital

Cerca de 90% das famílias em Belo Horizonte e região metropolitana já aderiram ao sinal digital
Thaíne Belissa
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Belo Horizonte e 38 cidades da região metropolitana vivem seus últimos dias do sinal analógico de televisão. Em coletiva à imprensa, na quarta-feira (11), o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, falou sobre o sucesso do processo de transmissão de sinal na Grande Belo Horizonte e acompanhou a entrega de kit com decodificador e antena, que é gratuito para famílias beneficiadas por programas sociais do governo federal. Até o momento, 66% da população que tem direito a receber o kit já fizeram a retirada. Cerca de 90% das famílias em Belo Horizonte e região metropolitana já aderiram ao sinal digital.

O presidente da Anatel e que também é presidente do Grupo de Implantação do Processo de Distribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) lembrou que “falta pouco” para o desligamento do sinal analógico de televisão na Capital e RM, que acontecerá no dia 8 de novembro. Ele explica que o desligamento só acontece se a adesão na região for de 93%, o que não tem sido um problema nas cidades onde a transição já aconteceu.

“Normalmente, quando chega o dia do desligamento, o índice de adesão já ultrapassou 93%. Em Salvador, por exemplo, uma semana antes esse percentual foi atingido. O 100% é atingido tão logo se desliga o sinal analógico porque na hora que a pessoa vê que não tem mais o sinal, ela corre atrás e busca seu decodificador”, explicou.

Juarez Quadros também falou sobre as vantagens da substituição do sinal analógico pelo digital. O presidente lembrou que o novo sinal proporciona imagem e som melhores para o telespectador e, para o radiodifusor, traz redução no custo de transmissão, principalmente nos gastos de energia elétrica. Outra vantagem trazida pelo fim do sinal analógico é a liberação da faixa de 700 MHz – que até então era ocupada pela televisão analógica – para o sinal 4G na banda larga móvel. Nessa faixa, as empresas de telecomunicações conseguirão transmitir dados com maior velocidade e o sinal terá maior penetração em ambientes fechados.

Também participou da coletiva Antonio Martelleto, presidente da Seja Digital, entidade sem fins lucrativos, responsável por operacionalizar a migração do sinal analógico para o sinal digital da televisão no Brasil. De acordo com ele, o processo de transição em Belo Horizonte está avançado.

“Estamos na fase final de comunicação e as pesquisas que a gente fez indicam que quase 100% da população está ciente do processo e conhece a data do desligamento. Em relação à distribuição de kits da TV Digital também estamos bem: hoje faremos a entrega do kit número 310 mil, o que representa 66% dos que temos para entregar. Faltam entregar 160 mil e o nosso trabalho é divulgar isso para que as famílias venham receber e não fiquem sem assistir televisão”, disse.

Negócios - Desde 2003, quando o governo brasileiro decidiu substituir o sinal analógico de televisão pelo sinal digital, as indústrias do segmento de telecomunicação em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, vivem um ciclo inovador de pesquisa, desenvolvimento e venda de soluções que atendem esse novo mercado. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindivel), Roberto de Souza Pinto, 70% da tecnologia e fabricação de transmissores digitais adotados pelas emissoras de televisão brasileira vêm da indústria de Santa Rita do Sapucaí.

De acordo com ele, além dos transmissores, as indústrias do Vale da Eletrônica também produzem os equipamentos repetidores e retransmissores de sinal digital, que são comprados pelas prefeituras de municípios de todo o País. Além disso, elas produzem os decodificadores, que são utilizados nas televisões analógicas para fazer a conversão do sinal digital. “Esse último produto tem uma vida útil baixa porque ele é, na verdade um paliativo. A lógica é que as pessoas comprem aparelhos novos e que o sinal digital continue alimentando a indústria do Vale da Eletrônica com demandas de novas soluções”, diz.

O presidente afirma que as inovações são muito importantes para a indústria, que se vê obrigada a inovar, o que gera novos produtos, novos empregos, renda para a população e impostos para o governo. “Toda evolução tecnológica, toda proposta de melhoria para a comunidade é importante porque gera inovação na indústria. E como a inovação é baseada em pesquisa, ela gera emprego de qualidade para pós-graduandos, mestrandos e doutorandos e fortalece a academia”, completou.

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