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Economia

12/01/2017

Avanço de 0,2%no Brasil é pouco animador

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Indústrias de Bens de Consumo Semiduráveis, como a de calçados, apresentaram queda/Divulgação
São Paulo – A produção industrial do Brasil voltou a subir em novembro após forte queda no mês anterior, porém, muito menos do que o esperado e sem dar indícios de reversão do quadro de fraqueza pelo qual passa a economia.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou ontem que a produção industrial avançou 0,2% em novembro na comparação com o mês anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 2%. Em outubro, a indústria recuou 1,2%.

Na comparação com o mesmo mês de 2015, a produção apresentou queda de 1,1% em novembro, 33ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e frustrando a expectativa de avanço de 0,45%.

“Com isso, a indústria entra em 2017 com carregamento negativo, e vai ficando mais difícil o cenário de crescimento para o setor”, avaliou a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thais Marzola Zara.

Segundo ela, o dado deve levar a uma nova revisão por economistas dos números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. “Já tínhamos recuo de 0,5%, e podemos revisar para baixo”, completou.

Entre as categorias pesquisadas pelo IBGE, a que apresentou queda em novembro foi a de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis, de 0,5% sobre o mês anterior, chegando ao quinto mês de perdas.

Para Thais, essa foi a surpresa negativa no mês, após aumento das vendas de papel e papelão.

A categoria Bens de Capital, uma medida de investimento, apresentou alta de 2,5% em novembro sobre o mês anterior, depois de mostrar contração por 4 meses seguidos e longe de reverter as perdas. A produção de Bens de Consumo Duráveis avançou 4% na mesma base de comparação, ainda segundo o IBGE.

Veículos automotores - Dos 24 ramos pesquisados, 13 apresentaram alta na comparação mensal, com destaque para o aumento de 6,1% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias. Na outra ponta, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registraram recuo de 3,3% na mesma comparação.

O setor industrial enfrentou no ano passado a fraqueza da demanda interna diante do cenário de recessão e baixa confiança no Brasil.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial do Brasil atingiu em dezembro o patamar mais fraco em seis meses, com a situação econômica afetando a entrada de novos negócios e a produção. (Reuters)

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