19/08/2018
Login
Entrar

Economia

10/08/2018

Azul espera maior demanda até fim do ano

Reuters
Email
A-   A+
Empresa divulgou ontem resultados do segundo trimestre, no qual teve prejuízo de R$ 45 milhões/Alisson J. Silva
São Paulo - A Azul vê a demanda doméstica se fortalecendo no segundo semestre, impulsionada pelo segmento corporativo e por agências, disse ontem o presidente do conselho da empresa aérea, David Neeleman. No segmento internacional, apesar da alta do dólar ante o real, a empresa ainda vê a demanda bastante aquecida e mantém a estimativa benigna para o setor.

“Estamos surpresos de maneira positiva como a demanda internacional tem se mantido firme”, avaliou o vice-presidente de finanças da Azul, Alex Malfitani.

Segundo o executivo, o quadro de alguma recuperação da economia brasileira favorece a manutenção da forte procura por viagens, incluindo internacionais. Nesse cenário, a empresa prevê que conseguirá manter o repasse do aumento de custos para as tarifas, ao mesmo tempo que trabalha para reduzir os custos e limitar a necessidade de elevação nos preços.

No segundo trimestre, a empresa informou que aumentou em 15,5% o preço médio das tarifas na comparação com um ano antes.

“Com o câmbio e o combustível (em alta), não tem como não aumentar preço”, disse à Reuters o diretor presidente da Azul, John Rodgerson, destacando, no entanto, a importância de reduzir os custos. “O consumidor não aguenta pagar mais por tarifas, então temos que trazer máquina mais eficiente”.

Nesse sentido, a Azul anunciou em julho intenção de compra de 21 aeronaves Embraer 195-E2, aumentando a quantidade de pedidos firmes para 51. A entrega começa no próximo ano. Os novos modelos possuem 136 assentos, 15% acima da geração atual.

Com o consumo de combustível mais eficiente dos modelos E2, a Azul espera operar essas aeronaves com uma redução de 26% no custo por assento e de 14% no custo por viagem em relação à geração atual de E1.

Ontem, a Azul reportou seus resultados para o período de abril a junho, com prejuízo líquido de R$ 45 milhões. Ajustado após itens não recorrentes, a empresa reportou lucro ajustado de R$ 283,3 milhões, recorde para a empresa.

Joint venture - Segundo os executivos da empresa, a Azul está conversando com a United Airlines sobre uma joint venture após a conclusão do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos. Mas Neeleman disse que a conclusão de um acordo desse tipo “leva tempo”.

Sem determinar prazos, o vice-presidente de finanças da Azul disse que inicialmente é preciso fazer uma negociação comercial para acertar um acordo em relação aos termos da parceria, incluindo itens como governança e compartilhamento de resultados.
Após esse acordo, as empresas levam a proposta para que as autoridades avaliem a parceria e eventual impacto na competitividade do mercado.

“Somando a demanda das duas empresas, não é nada que vá afetar a concentração de mercado no Brasil e nos Estados Unidos”, explicou Malfitani.

Em relação ao potencial aumento de concorrência após a autorização para que a Norwegian Air opere no Brasil, inicialmente com voos entre o País e a Inglaterra, Rodgerson disse que a empresa sempre “está preparada para isso”.

“Sempre vai ter concorrência. Nós não voamos para esse mercado (Inglaterra), então não tem impacto, mas sempre temos que estar preparados para isso”, destacou o executivo.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

18/08/2018
ABC da Construção planeja ganhar mercados
Associação com a ConstruBrasil pode gerar desenvolvimento de produtos, redução de custos e preços
18/08/2018
Empresa alerta para risco de desabastecimento de diesel
Rio de Janeiro - A Petrobras avalia que a nova fórmula proposta pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para calcular o...
18/08/2018
Avanço do e-commerce não incomoda shoppings
Evento internacional reúne executivos e acionistas em São Paulo
18/08/2018
Cenário da economia é visto como ruim por 83,9% dos consumidores
São Paulo - O pessimismo dos consumidores sobre o momento da economia brasileira chegou no mês passado ao maior nível do ano, segundo sondagem feita pela...
18/08/2018
País tem vários fatores detendo produtividade, acredita secretário
Brasília - O secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, avaliou na...
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


18 de agosto de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.