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Economia

19/08/2017

Banco Central registra avanço de 0,2% no Sudeste

Boletim Regional do banco aponta acomodação do cenário, com perspectiva de recuperação gradual
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Relatório do BC diz que resultados do varejo tiveram impulso dos desembolsos do FGTS/Beto Nociti/BCB
Porto Alegre e Brasília - A atividade econômica da região Sudeste cresceu 0,2% nos três meses encerrados em maio ante o trimestre imediatamente anterior, informou na sexta-feira (18) o Banco Central (BC), por meio de seu Boletim Regional, que considera dados dessazonalizados. Segundo o relatório, os números reforçam cenário de acomodação da economia da região no acumulado do ano, com perspectivas de recuperação gradual nos próximos trimestres.

O desempenho próximo de zero, segundo a instituição, é explicado pela influência de fatores negativos e positivos no período. De um lado, o consumo recuou no trimestre até maio, em meio a uma “interrupção da trajetória de melhora consistente e gradual dos indicadores de confiança dos agentes”. Do outro, ressalta o BC, houve melhora nos indicadores de mercado de trabalho e crédito.

O relatório destacou ainda que a produção industrial do Sudeste teve queda de 0,3% nos três meses encerrados em maio, após ter sustentado trajetória de expansão desde janeiro.
Sul - Segundo o BC, a atividade econômica da região Sul avançou 0,4% no trimestre até maio ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia avançado 2,8%.

De acordo com o BC, “a evolução recente da economia do Sul foi favorecida, na margem, pelo desempenho da produção agrícola, que repercutiu a apropriação das safras de verão”. Também contribuiu para o desempenho mais um resultado positivo do volume de vendas do comércio, que, “evidenciando o impacto das melhores condições de crédito e do aumento real da massa de rendimentos, aumentou 5,3% no trimestre encerrado em maio, após alta de 4,1% no finalizado em fevereiro”.

O BC informou ainda que, “pelo lado da oferta, a produção industrial vem apresentando flutuações na margem e, nesse contexto, recuou 1% no trimestre finalizado em maio, após crescer 3,4% no trimestre até fevereiro”.

Os números citados estão livres da influência sazonal e têm como base a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do IBGE.

A atividade econômica da região Nordeste subiu 2,8% no trimestre encerrado em maio ante os três meses concluídos em fevereiro. Segundo a instituição, o crescimento foi impulsionado pela produção agrícola e vendas no varejo.

O BC deu ênfase maior à recuperação expressiva da safra agrícola, que deverá crescer 91% em 2017, segundo de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho do IBGE, com destaque para o aumento na colheita de soja.
O BC explica no relatório que os resultados do varejo foram impulsionados pelos desembolsos extraordinários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo aumento moderado do crédito às famílias e pela evolução benigna do salário real.

O BC apontou que a indústria da região teve estabilidade no trimestre, com aumentos na fabricação de veículos, reboques e carrocerias e bebidas; e recuos nas atividades de metalurgia e têxtil.

A atividade econômica da região Norte subiu 0,9% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia avançado 0,6%.

De acordo com o BC, destacaram-se na região os efeitos positivos da safra agrícola favorável e da tendência de recuperação das vendas no varejo, com desdobramentos benéficos sobre a confiança dos agentes econômicos. As vendas do comércio ampliado no Norte cresceram 2,7% no trimestre finalizado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, e o índice Intenção de Consumo das Famílias aumentou 2,8 pontos, para 76,6 pontos, no segundo trimestre.

“Por outro lado, houve retrações nas atividades industrial - a produção da indústria recuou 4% no trimestre finalizado em maio - e no setor de serviços, bem como desaquecimento no mercado de trabalho”, pontuou o BC.

Centro-Oeste - A atividade econômica do Centro-Oeste avançou 0,3% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia subido 1,1%. O BC informou que, “apesar de mostrar-se menos vigorosa do que no período encerrado em fevereiro, a evolução da economia da região ratifica a perspectiva de estabilização da atividade após dois anos de declínio”.

“Em cenário de relativa estabilidade do comércio e da produção industrial, o movimento de recuperação, ainda que modesta, da economia da região foi sustentado pelo desempenho da construção civil e da agricultura, com destaque para as colheitas de soja e milho”.

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