Publicidade
21/05/2018
Login
Entrar

Finanças

11/05/2018

BB registra lucro líquido de R$ 3 bi no 1º tri

Valor representa avanço de 20,3% frente igual intervalo de 2017; por outro lado, carteira de crédito recuou
AE
Email
A-   A+
Apesar da queda nos três primeiros meses, banco espera recuperar crescimento dos empréstimos em 2018/Alisson J. Silva
São Paulo - O Banco do Brasil (BB) apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3,026 bilhões, de janeiro a março, expansão de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 2,515 bilhões). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, de R$ 3,188 bilhões, quando o banco entregou resultado recorde, considerando somente suas operações, houve queda de 5,1%.

O desempenho do BB no primeiro trimestre foi impulsionado, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, pelo aumento das rendas de tarifas, redução das despesas de provisão para devedores duvidosos (PCLD) e ainda menores gastos administrativos.

A carteira de crédito ampliada do BB foi a R$ 675,645 bilhões no primeiro trimestre, queda de 0,8% em relação ao fechamento do quarto trimestre, de R$ 681,3 bilhões. Em um ano, os empréstimos tiveram declínio de 1,9%. Na pessoa física, foi visto recuo de 0,9% ao final de março, frente dezembro, mas alta de 0,4% em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica diminuiu 3,4% e 8,1%, respectivamente.

O Banco do Brasil registrou R$ 1,423 trilhão em ativos totais, montante 1,5% maior em um ano, quando havia somado R$ 1,402 trilhão. Ante os três meses anteriores, aumentou 3,9%. Já o seu patrimônio líquido totalizou R$ 101,227 bilhões no primeiro trimestre, com elevação de 12,7% em 12 meses, quando estava em R$ 89,820 bilhões. No confronto com os três meses imediatamente anteriores, cresceu 12,7% também.

O retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) no quesito mercado do BB foi a 13,2% ao fim de março, melhora de 0,8 ponto percentual (p.p.) em um ano, quando estava em 12,4%. Em relação a dezembro, porém, quando somou 14,5%, foi identificada redução de 1,3 p.p.

“O crescimento do RSPL de 12,4% para 13,2% reforça o compromisso de aumento da rentabilidade, mesmo em um trimestre, que, por conta da sazonalidade dos negócios, é mais desafiador para a entrega do resultado”, destaca o BB. No critério acionista, o retorno do banco foi a 14,4% no primeiro trimestre, ante 16,0% no quarto e 13,7% em um ano.

O lucro líquido do BB, considerando eventos extraordinários, somou R$ 2,749 bilhões no primeiro trimestre, incremento de 12,5% ante um ano (R$ 2,443 bilhões). No comparativo trimestral, de R$ 3,108 bilhões, houve queda de 11,6%. A diferença entre o lucro ajustado e o resultado com eventos não recorrentes no quarto trimestre, conforme o banco, se deu por conta de R$ 277 milhões, resultado de um efeito negativo de R$ 539 milhões por conta de planos econômicos e positivo de R$ 258 milhões de efeitos fiscais.

Metas - O Banco do Brasil reafirmou suas metas (guidances) de desempenho para 2018, apesar de parte delas ter ficado fora dos intervalos divulgados pela instituição. As linhas que não entregaram desempenho dentro das faixas foram margem financeira bruta e carteira de crédito ampliada orgânica interna, incluindo pessoa física e jurídica.

No caso das despesas administrativas, o BB superou o seu guidance de desempenho ao diminuí-las em 0,2%, para R$ 7,759 bilhões, no primeiro trimestre. Segundo o banco, o resultado foi influenciado pela “gestão contínua das despesas e melhoria da eficiência”. O banco espera que as despesas administrativas tenham aumento de 1% a 4% em 2018.

Sobre a carteira de crédito, o banco explicou, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que o desempenho foi impactado principalmente pela carteira de pessoa jurídica que, apesar da queda maior que o guidance, está em linha com as expectativas da instituição para o ano. Em relação ao crédito para pessoa física, o BB afirmou que o desempenho está dentro das projeções de 2018 e que o crescimento maior deverá ocorrer no segundo semestre.

Crédito - Depois de encolher seus empréstimos em 2017, o banco espera retomada do crescimento neste ano. Projeta alta de 1% a 4% para a carteira de crédito ampliada orgânica interna. O BB espera que sua carteira de crédito de indivíduos cresça entre 4% e 7%. Já o segmento de agronegócio deve ter expansão de 4% a 7% neste ano, contra faixa para 2017 que indicava aumento de 6% a 9%.

Na contramão, o crédito à pessoa jurídica pode ter mais uma queda anual. O BB espera que essa carteira caia até 3% e, na melhor das hipóteses, fique no zero a zero.

O Banco do Brasil estima que seu lucro líquido ajustado neste ano fique entre R$ 11,5 bilhões e R$ 14 bilhões. O resultado representará aumento de 3,6% se ficar no piso do guidance e de mais de 26% considerando o ponto mais alto. Em relação à margem financeira bruta sem recuperação de operações em perdas, a instituição espera que o indicador fique estável e, na pior das hipóteses, recue até 5%.

As despesas de provisões para devedores duvidosos (PCLD) líquidas de recuperação de operações em perdas do banco devem somar de R$ 19 bilhões a R$ 16 bilhões neste ano. Para as rendas de tarifas, o BB espera avanço de 4% a 7% neste ano.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

19/05/2018
Dólar dispara mais uma vez e fecha acima de R$ 3,70
Moeda avançou 3,80% na semana
19/05/2018
BC amplia período para consulta de dívida bancária de 12 para 24 meses
Brasília - O Banco Central (BC) ampliou o período de consulta disponível no Sistema de Informações de Crédito (SCR) de 12 para 24 meses. A iniciativa...
19/05/2018
Tesouro suspende negociação de títulos
São Paulo - O estresse do mercado afeta não só o dólar e a Bolsa, mas também as taxas dos títulos públicos. O Tesouro Direto, programa do governo...
19/05/2018
Banco estuda aumentar prazos de financiamentos, revela presidente
São Paulo - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, informou, na sexta-feira (18), que o banco de fomento está avaliando...
18/05/2018
BB anuncia redução em taxas de juros
Segundo banco, queda ocorrerá no cheque especial e em capital de giro para empresas
› últimas notícias
Minas Gerais cria 23.563 vagas em abril
Two-Flex Aviação transporta cargas entre Varginha e BH
Governo fala que estuda redução de impostos
Caminhoneiros anunciam greve contra preço do diesel
Sigma aporta R$ 230 mi na produção de lítio
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


19 de maio de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.