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Economia

24/11/2017

Belo Horizonte está confiante para o Natal

Setor espera alta de 1,42% nas vendas do período frente a 2016, com previsão de girar R$ 3,06 bilhões
Gabriela Pedroso
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Boa parte dos empresários, apesar da expectativa por incremento, informou que vai encomendar a mesma quantidade de 2016/Alisson J. Silva
O varejo na capital mineira está confiante para o Natal deste ano. Em 2017, o setor espera uma alta de 1,42% nas vendas da data, na comparação com o ano anterior, promovendo uma injeção de recursos na economia do município da ordem de R$ 3,06 bilhões. Ao todo, 65,5% dos lojistas da região acreditam que o comércio de produtos será melhor ou muito melhor que em 2016, percentual significativo quando confrontado com o do ano passado (38,3%). Os dados fazem parte da pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

O otimismo entre os empresários apontado pelo levantamento é o maior dos últimos dois anos na Capital. A razão para isso, segundo a entidade, está no início da recuperação econômica do País, que ocorre com a melhora de indicadores como inflação e taxa de juros - em queda - assim como o desemprego, que também, gradualmente, vem apresentando redução. Para 2017, apenas 6,9% dos lojistas creem em vendas muito piores ou piores do que em 2016.

O setor estima que o tíquete médio para o Natal deste ano também seja superior. De acordo com os entrevistados, os belo-horizontinos devem gastar em torno de R$ 139,83 com cada presente. Em 2016, o valor projetado foi de R$ 104,56, enquanto em 2015 a previsão era de uma despesa equivalente a R$ 88,56. Cada consumidor, no entanto, deverá comprar apenas um presente na data, na opinião de 55% dos comerciantes.

“O índice de confiança do empresário tem melhorado exatamente por causa dos dados macroeconômicos também melhorados. Temos inflação menor, taxa de juros tendendo a 7% - um dos menores valores de todos os tempos -, desemprego caindo, além do fato que tivemos FGTS de contas inativas sendo pago durante boa parte deste ano, o que ajudou a diminuir a inadimplência. Com isso, acreditamos que agora vai sobrar uma parcela maior do 13º salário do consumidor para as compras”, analisa o vice-presidente da CDL-BH, Marco Antônio Gaspar.

Produtos - Entre os produtos que devem ter maior saída no Natal, as roupas aparecem em primeiro lugar (28,8%), seguidas por calçados/acessórios (15,9%) e brinquedos (9,9%), que fecham o Top 3. A sequência é a mesma projetada há um ano, quando as roupas respondiam por um universo de 38,6%, acompanhada de calçados (16,2%) e brinquedos (6,6%).

Boa parte dos empresários de Belo Horizonte (37,8%), apesar da expectativa por incremento nas vendas de Natal, informou que vai encomendar a mesma quantidade de produtos de 2016. A diferença em 2017 é o crescimento no número de lojistas que projetam um estoque maior para este ano: 27,9%, alta de 12,6 pontos percentuais frente ao ano anterior.

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Pagamento - A forma de pagamento mais utilizada no Natal, na opinião de 55% dos comerciantes, será a parcelada no cartão de crédito, seguida pelo cartão de débito (18,5%) e dinheiro (13,8%). Gaspar explica que os lojistas apostam no parcelamento por acreditar que o belo-horizontino possa presentear mais de uma pessoa na data. As últimas pesquisas, segundo o vice-presidente da CDL-BH, mostram, no entanto, que o consumidor tem evitado dividir o valor das compras.

“O empresário acredita que, como o consumidor pode comprar mais presentes, a venda será maior e ele vai ter de parcelar. Entretanto, não é o que tem sido visto nas últimas pesquisas, nas quais o belo-horizontino revela preferência por pagar à vista. Na semana que vem, divulgaremos o levantamento com o consumidor e vamos ver se isso vai se confirmar”, diz Gaspar.

Estratégias - Para atrair os consumidores, 22,3% dos lojistas apostam em estratégias de divulgação dos produtos, enquanto 21,5% vão investir em promoções e liquidações e 19,5% em decoração dos estabelecimentos. Para a divulgação, 48,6% dos empresários pretendem utilizar as redes sociais.

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