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DC RH

13/03/2018

Benefício pode ser estratégico para o RH

Retorno no clima organizacional é muito maior do que investimentos expressivos em outras frentes
Mírian Pinheiro
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No momento em que se acirra o debate sobre a reforma da seguridade social no País, a previdência privada chega com possibilidade de ser importante instrumento da política de recursos humanos também das pequenas e médias empresas. Especialistas listam entre as principais vantagens atrair e reter mão de obra, além de minimizar traumas em momentos de oxigenação dos quadros. De acordo com o diretor da Vichiwork, consultoria especializada em gestão de benefícios e treinamentos empresariais, José Anselmo, é preciso desmitificar a previdência complementar.

Segundo ele, ao contrário do que se pensa, ela não é cara. “O impacto de custo gira em torno de 5% a 8% da folha; e nossa experiência tem mostrado que o retorno positivo no clima organizacional é muito maior do que investimentos mais expressivos em outras ações ou mesmo se esse valor fosse aplicado em um reajuste de salário”, afirma.

Por ser visto como um benefício ofertado por grandes empresas - e é; a previdência pode, na opinião dele, ser um diferencial fundamental na retenção e atração de talentos na pequena e média empresa, onde o impacto de turnover (rotatividade de pessoal) é bem maior. “O plano de previdência privada pode ser o grande diferencial na hora de alguém escolher a empresa onde vai trabalhar ou se decidir por continuar nela”, afirma Anselmo ao destacar dois indicadores preciosos para a gestão de Recursos Humanos.

Atualmente, os planos oferecidos pelas empresas seguem três modelos: contribuição definida, em que o valor da contribuição é fixo e o valor do benefício é determinado no momento da aposentadoria; benefício definido, em que o valor da aposentadoria é fixo e as contribuições podem variar até chegar ao montante necessário para a aposentadoria; e contribuição variável, que combina as duas modalidades.

Estratégia - Na visão de Anselmo, para se tornarem mais competitivas sob a perspectiva humana, as pequenas e médias empresas precisam de se ater a algumas estratégias de gestão. Anselmo explica que hoje existe um número muito grande de estratégias que as empresas podem dispor quando se trata de gestão de benefícios e Recursos Humanos (RH).

“Acredito que o mais importante é utilizar ferramentas que façam sentido para a realidade dos colaboradores e que, de fato, sejam uma via para implementar as decisões estratégicas da companhia”, diz. Isso porque, para ele, uma estratégia em uma determinada empresa, por mais bem-sucedida que seja, pode ser catastrófica se aplicada em outra realidade.

Nesse contexto, treinamentos em legislação se fazem importantes ferramentas para essas empresas. Anselmo afirma que o conhecimento da legislação é extremamente vital para o RH das empresas. “Apesar do tema ‘Legislação’ ser muito difundido nos assuntos trabalhistas, atualmente o RH é um grande hub de negócios e fornecedores das empresas, concentrando sob sua responsabilidade os contratos mais importantes para o clima organizacional e a vida dos colaboradores”, esclarece.

Daí, conhecer os meandros e características dos contratos do qual ele é responsável fará toda a diferença em um momento de crise ou de mudança de estratégia, por exemplo. “Já atendemos casos de clientes que nos chamaram para soluções em ambiente de conflito, em que nossas ações eram limitadas por questões jurídicas que, em tese, não precisariam existir”, explica.

Ganhos - Entre os ganhos para as empresas que recorrem a um processo de análise por uma consultoria externa, aponta Anselmo, está uma visão imparcial da situação atual e um conhecimento profundo do mercado. “Essa combinação nos dá condições de entregar resultados expressivos e com ganhos em escala para as empresas”, afirma.

Embora não haja dados consolidados sobre o número de empresas que contratam serviço de gestão no País, o diretor da Vichiwork diz que o que mais chama atenção é que muitas delas contam com um corretor. “Eles auxiliam em cotações e na rotina do dia a dia, mas não têm o papel consultivo que o cliente precisa. Muitas vezes a troca desse agente gera um ganho operacional e de resultados para a empresa sem que ela ponha a mão no bolso”, assegura. Para ele, os resultados desse tipo de trabalho sempre são vistos em longo prazo.

“Pudemos, nesses 20 anos, colecionar inúmeros casos e milhões e milhões em economia para nossos clientes. Chama atenção o caso recente de um cliente que recebeu um novo presidente expatriado e nós fomos apresentar a situação atual da gestão de benefícios. Nos últimos cinco anos, o cliente teve reajustes abaixo de 10% no seguro saúde, mantendo a qualidade do benefício e o fornecedor, além de ganhos em taxas de administração de outros produtos no pacote de benefícios”, exemplifica.

A Vichiwork foi fundada em 1997. Ao longo dos anos, a empresa colecionou clientes de todos os portes em todos os ramos, desde montadoras de veículos, consultorias, bancos, instituições de ensino a indústrias. “Atualmente a operação é centrada em São Paulo (escritório central) e expandimos para o Rio em 2017. Até abril de 2018, teremos nosso braço de atuação em Minas Gerais, na Região Metropolitana de Belo Horizonte”, antecipa o diretor.

A empresa possui uma área de treinamento e educação executiva com foco no desenvolvimento das pessoas. “São soluções em treinamentos voltadas para todos os níveis da organização, desde o aprendiz à alta direção, nas áreas de Marketing, Vendas, RH, Administrativa e Operações”, explica.

A área de Treinamentos e Educação Executiva direciona parte dos recursos angariados com a comercialização dos cursos para a educação de jovens do ensino médio da rede pública, oferecidos pelo Instituto Tatiana Vieira, também fundadora da empresa. A cada hora de treinamento contratado pela empresa, a Vichiwork destina a mesma hora para a capacitação dos jovens do ensino médio da rede pública.

FUNDOS SETORIAIS GANHAM ESPAÇO NO MERCADO

Muitas empresas, geralmente de maior porte, criaram as suas próprias entidades para administrar os planos que oferecem aos seus funcionários, mas não é necessário ser assim. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Luis Ricardo Marcondes Martins, o empresário, especialmente os médios e pequenos, têm a opção de confiar a gestão de sua previdência complementar a um dos fundos multipatrocinados disponíveis no mercado e especializados exatamente em cuidar de vários planos patrocinados por diferentes pessoas jurídicas ao mesmo tempo, mantendo sempre a independência de cada um.

Ele diz que outro caminho que está sendo iniciado é o da adesão a um fundo setorial, que atende a empresas com atividades afins. “Recomenda-se também às pequenas e medias empresas porque como usa a força do coletivo, compartilha custos, tornando-se assim mais acessível”, explica. Ele também lembra que, para associações de representação profissional e sindicatos, existe a possibilidade de instituir planos para atender as suas categorias. Exemplos disso são as entidades voltadas para advogados e o setor cooperativo, entre outros. “Em poucos anos de existência, essa vertente da previdência complementar, chamada de ‘associativa’, já acumulou reservas de R$ 9,44 bilhões. Para ficar em um único exemplo, a OABPrev de São Paulo recebe, em média, a adesão de cerca de 600 advogados todos os meses”, completa.

Em relação ao custo, ele afirma ser viável para pequenas empresas ter um fundo de pensão. “Considerando que a gestão pode ser totalmente terceirizada, entregue a um fundo multipatrocinado, a resposta é sem dúvida sim. Mesmo porque a concorrência existente na prestação desse tipo de serviço no mercado ajuda a baixar o custo”, justifica.

As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), na opinião dele, podem sim ajudar na retenção de talentos. “As dificuldades enfrentadas pela Previdência Social, ao lado do crescimento da expectativa de vida, fatos escancarados pelo debate gerado pela proposta do governo de reforma da Previdência, fazem com que o brasileiro se preocupe muito mais com a sua aposentadoria. Por isso mesmo, é fácil imaginar como irá reagir o empregado de uma empresa que se mostra nesse momento solidária lhe oferecendo um plano de previdência complementar. Com certeza esse será um importante diferencial a distinguir esse empregador dos demais, enfim, algo que o funcionário tenderá a considerar fortemente em toda a relação de trabalho”, avalia.


IMPORTÂNCIA DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Para os participantes:

• Manutenção, na aposentadoria, de padrão de renda próximo ao do período em atividade, permitindo exercício da cidadania;
• Formação de uma poupança de longo prazo;
• Segurança, mesmo na ocorrência de eventos futuros adversos;
• Possibilidade de obtenção de empréstimos e financiamentos com taxas mais atrativas.

Para as empresas patrocinadoras:

• Importante ferramenta de RH;
• Melhorar as relações empregado/empresa;
• Atrair e manter mão de obra qualificada;
• Aumentar a fidelização do empregado;
• Complementar a renda da aposentadoria pública para empregados ou associados que recebem mais do que o teto da Previdência Social;
• Transmitir sentimento de segurança ao empregado ou associado e familiares (ocasião de invalidez e morte);
• Ter boa imagem junto à sociedade.

Para a sociedade:

• Capitalização de empresas, através dos investimentos no mercado de ações;
• Financiamentos de projetos de médio e longo prazos;
• Formação de postos de trabalho;
• Arrecadação direta e indireta de impostos;
• Manutenção do poder de compra no mercado de consumo, ativando a economia;
• Possibilitar melhor qualidade de vida aos milhares de beneficiários e seus dependentes.

Fonte: Abrapp

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