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Negócios

11/01/2017

Benfeitoria tem perspectiva positiva após crescer em 2016

Thaíne Belissa
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Instalado estrategicamente no coração da capital mineira, na rua Sapucaí, o espaço cultural colaborativo Benfeitoria desafiou todas as perspectivas negativas para a economia em 2016 e fechou o ano com crescimento. Com um modelo diferenciado de fazer negócios, a casa apostou em parcerias, compartilhamento de espaço, flexibilização de preços e novas operações, de forma a atrair um número ainda maior de eventos em relação a 2015. Para 2017 as expectativas são ainda mais otimistas e incluem a inauguração de uma mercearia dentro do espaço e o lançamento de edital para exposição de trabalhos e moradia temporária de artistas.

A casa existe há cinco anos, mas só há dois anos ganhou mais destaque na cidade com a mudança para um galpão de 116 metros quadrados, na rua Sapucaí. O espaço funciona no período da noite, de quarta a sábado, sendo que cada dia é dedicado a uma área diferente da cultura, como artes visuais, literatura, artes performáticas e gastronomia. Os eventos socioculturais são realizados tanto pelas sócias da Benfeitoria quanto pelos artistas que desejam apresentar seu trabalho no espaço. Nesse segundo caso, a bilheteria é dividida com os promotores do evento, sendo que normalmente 65% vão para os artistas e 35% para a casa. Além disso, a Benfeitoria também tem um bar, que funciona em todos os eventos e que é mais uma forma de gerar renda para o espaço colaborativo.

A sócia Jordana Menezes afirma que, na contramão da crise econômica, a Benfeitoria viveu um excelente ano em 2016, inclusive com crescimento em número de eventos e faturamento. Ela não abre os números, mas garante que esse salto está diretamente ligado ao modelo de atuação da casa, que é focada no compartilhamento. Vários eventos foram patrocinados por financiamento coletivo e, na parte da tarde, a casa foi aberta para o funcionamento de atividades de empresas parceiras ou autônomos, que dividem os custos da operação.

A sócia também acredita que a forma de administrar o negócio com foco no fomento cultural ajudou a casa a crescer.  “Adotamos uma postura muito flexível na negociação com os artistas e raramente dizemos não, de forma que conseguimos aproveitar a maioria das oportunidades. As pessoas continuam produzindo e querem expor sua arte, mas as condições do País deixam tudo mais difícil. No nosso caso encontramos uma forma de viabilizar os projetos”, explica.

Para 2017 a meta é permanecer nessa estratégia, mas sempre com propostas de novidades. Uma delas já está em andamento e deve ser lançada no início do ano: a Mercearia Caicó. O novo empreendimento vai funcionar dentro do galpão durante o dia e vai vender produtos “da roça”. Itens como feijão, farinha, verduras e frutas serão fornecidos por produtores locais. Além disso, as sócias também pretendem abrir um espaço de coworking dentro da casa e, para isso, já estão investindo em estrutura de internet. “A Benfeitoria também tem uma área com estrutura de moradia com quarto, banheiro e cozinha. Uma das metas em 2017 é lançar um edital para artistas que desejem expor seu trabalho no galpão e morar por um período na casa”, adianta.

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