Publicidade
21/05/2018
Login
Entrar

Negócios

17/05/2018

Bitcoin poderá consumir 0,5% da energia elétrica em todo o planeta

Email
A-   A+
Apesar de ser uma moeda virtual, a produção do Bitcoin causa problemas concretos como a emissão de carbono/Pixabay/Divulgação
São Paulo - Imagine a quantidade de energia elétrica consumida por residências, comércio e iluminação pública em toda a cidade de São Paulo. Essa é aproximadamente a quantidade de eletricidade gasta para produzir a moeda virtual bitcoin, de acordo com um novo estudo.

De acordo com a pesquisa realizada com uma nova metodologia pelo economista holandês Alex de Vries, especialista em bitcoins do Experience Center da PwC na Holanda, a rede de computadores envolvida na produção de bitcoins consome no mínimo 2,55 gigawatts por hora - um valor semelhante ao da energia elétrica consumida na cidade de São Paulo, ou em um país como a Irlanda.

Especialistas têm manifestado preocupação com a enorme quantidade de energia elétrica necessária para o processo industrial envolvido na emissão da moeda virtual bitcoin, mas até agora, esse consumo não havia sido medido por nenhum estudo científico rigoroso.
Com a crescente valorização do bitcoin, o autor afirma que esse consumo deverá crescer de forma expressiva até o fim de 2018, alcançando 7,7 gigawatts - cerca de 0,5% do consumo mundial de energia elétrica. A pesquisa teve seus resultados publicados ontem, na Joule, a revista científica do grupo Cell dedicada a estudos sobre energia.

“Temos visto muitos cálculos improvisados, mas nós precisamos de uma discussão mais científica sobre o rumo dessa rede. Neste momento, de forma geral, a informação disponível tem qualidade bastante baixa. Por isso espero que esse artigo seja utilizado como fundamento para mais pesquisas”, disse De Vries.

O economista, que é fundador do blog Digiconomist, dedicado a fornecer informações usuários de “criptomoeadas”, afirma que uma única transação com bitcoin consome tanta eletricidade como a média de uma residência holandesa durante um mês. Se até o fim do ano o consumo subir mesmo para 7,7 gigawatts, ele será equivalente ao de um país como a Áustria.

“Para mim, 0,5% já é bastante chocante. É uma diferença extrema em comparação ao sistema financeiro convencional e essa demanda crescente de eletricidade definitivamente não vai nos ajudar a alcançar nossas metas climáticas”, afirmou De Vries.

De acordo com o economista, se o preço do bitcoin continuar a crescer da maneira como os especialistas estão prevendo, a rede poderá chegar a consumir nos próximos anos algo em torno de 5% da eletricidade do mundo. “Isso seria terrível”, afirmou.

Leia também:
Processo de criação da moeda é complexo


Carbono - Embora o bitcoin seja uma moeda virtual, sua produção causa problemas bastante concretos como a emissão de carbono na atmosfera. Na China, país que concentra o maior número de “mineradores” de bitcoins, a maior parte da energia elétrica é produzida pela queima do combustível fóssil. “A eletricidade com base em carvão está disponível na China com taxas muito baixas e país concentra mais da metade das ‘minas’ de bitcoin”, disse De Vries.

Um estudo feito por ele em dezembro de 2017 em uma “mina” de bitcoins na Mongólia - onde a matriz energética também se baseia no carvão - estimou que uma única transação com o bitcoins pode ter uma “pegada de carbono” semelhante à de um passageiro voando por uma hora em um Boeing 747. “Pelos nossos cálculos, são emitidas mais de 440 quilos de carbono para cada transação com o bitcoin.”

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

19/05/2018
Projeto da Cidade Médica será retomado
Plano de construir o cluster de saúde no Vetor Norte de Belo Horizonte passou por mundanças para ser viabilizado
19/05/2018
Tratabem passa por expansão e terá 25 unidades na RMBH neste ano
As duas unidades da Tratabem, marca da iGUi Worldwide, especializada no tratamento e assistência técnica de piscinas, que estão sendo inauguradas em Belo Horizonte, são...
19/05/2018
Sorocred aposta no mercado varejista de Minas
Empresa paulista fechou acordo com rede de lojas no Estado
19/05/2018
Empresas de investimento estão repensando a participação no Facebook
Boston - Diversas empresas de investimentos socialmente conscientes estão vendendo ou repensando suas participações no Facebook, insatisfeitas com as medidas adotadas pela...
19/05/2018
Fintechs, um destino sem volta
De uns tempos para cá surgiram as Fintechs (financial technology): empresas geralmente fundadas por jovens, com objetivo de criar novas formas de apresentar produtos e serviços...
› últimas notícias
Minas Gerais cria 23.563 vagas em abril
Two-Flex Aviação transporta cargas entre Varginha e BH
Governo fala que estuda redução de impostos
Caminhoneiros anunciam greve contra preço do diesel
Sigma aporta R$ 230 mi na produção de lítio
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


19 de maio de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.