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Finanças

09/08/2018

BNDES vai propor divisão dos riscos a bancos

Intenção do banco de fomento é estimular instituições privadas a operar suas linhas de financiamento
AE
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Dyogo Oliveira destacou o atual cenário de juros e inflação a favor da economia nacional/Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
São Paulo - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse ontem que o banco irá propor às instituições privadas a divisão dos riscos operacionais nas transações de repasse de linhas de crédito com recursos do banco de fomento.

Dyogo, que participou do 28º Congresso Fenabrave, ouviu reclamações dos distribuidores de veículos que participam do evento. Eles criticaram que nem todas as instituições da rede bancária estão operando as linhas de crédito do BNDES. “Todos os bancos têm de operar as linhas do BNDES. Nós vamos dividir com eles os riscos operacionais das operações de crédito para incentivá-los a operar as linhas do BNDES”, disse ele.

O presidente do BNDES - a exemplo do presidente Michel Temer na abertura do Congresso Fenabrave, na terça-feira (7) - fez um discurso focado na tentativa de mobilizar os empresários para que se mantenham otimistas em relação ao Brasil. Dyogo falou do atual cenário de juros e inflação baixa, o que propiciará espaço para a retomada do crescimento da economia e folga para o próximo presidente da República conduzir a economia.

“O que precisamos é dar continuidade às reformas. O único caminho para resolver o desequilíbrio fiscal é a reforma da Previdência”, destacou Dyogo, para quem qualquer que seja o presidente eleito para 2019 terá que fazer a reforma da Previdência.

Dentro do BNDES, Dyogo citou as transformações pelas quais o banco está passando. Disse que já cortou duas diretorias no banco e que vai eliminar mais 60 cargos.

Momento favorável - O presidente da instituição afirmou que o próximo governo vai pegar uma economia equilibrada e pronta para crescer. Ele citou a baixa taxa de juro nominal da economia - a Selic se encontra em 6,50% ao ano - e a inflação, que tem rodado abaixo do centro da meta nas leituras de 12 meses acumulados.

Além disso, ressaltou o presidente do BNDES, a ociosidade da economia permitirá que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer sem que a economia sofra pressões inflacionárias. “O hiato do produto só fechará em 2023 se a economia crescer 3% ao ano, o que é factível”, previu o presidente do banco de fomento.

Dyogo projetou ainda que a inflação ficará nos atuais patamares, porque não há motivos para alta generalizada de preços.

Eletrobras - O projeto de lei (PL) que viabiliza a venda das distribuidoras do Sistema Eletrobras continua sendo uma prioridade para o governo, disse ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) o presidente do BNDES.

No Senado, o PL recebeu sinalização de que não deverá ser aprovado. Na terça, o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), avisou que dificilmente haverá quórum para votar o projeto das distribuidoras antes das eleições, o que inviabilizaria a realização do leilão programado para o fim do mês. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), deu a mesma sinalização. Mas, de acordo com Dyogo, o governo continua trabalhando pela aprovação do projeto.

Na terça, o Broadcast informou que, com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, a equipe econômica está reunindo sua artilharia para tentar convencer os senadores a aprovar o projeto de lei que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras nas duas únicas semanas de “esforço concentrado” antes do início oficial da campanha eleitoral.

Segundo apurou o Broadcast, o governo pretende mostrar aos parlamentares evidências de que a aprovação da proposta trará vantagens para os consumidores, evitando que eles tenham de arcar com tarifas ainda mais caras na conta de luz.

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