Publicidade
20/01/2018
Login
Entrar

Finanças

12/09/2017

Bolsa atinge o maior patamar da história

Ibovespa fechou em 74.319 pontos, impulsionado pelo otimismo dos investidores com a continuidade das reformas
Email
A-   A+
Volume financeiro negociado na sessão de ontem ficou acima da média e atingiu R$ 9,6 bi/Saulo Cruz/MME/Divulgação
São Paulo - A bolsa brasileira bateu seu recorde histórico ontem com a avaliação dos investidores de que uma segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer está mais distante, após a suspensão parcial do acordo dos delatores da JBS, e com o cenário externo favorável.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, fechou em alta de 1,70%, para 74.319 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 9,6 bilhões, acima da média diária do ano, que é de R$ 8,12 bilhões.

No mercado cambial, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,08 na mínima, mas acabou ganhando força no final da tarde. O dólar comercial se valorizou 0,32%, para R$ 3,105. O dólar à vista subiu 0,04%, para R$ 3,089.

O otimismo dos investidores com o noticiário político que alivia o cenário para o presidente Michel Temer ajudou a bolsa brasileira a atingir seu maior nível histórico. O pico anterior havia sido registrado em 20 de maio de 2008, quando o Ibovespa alcançou 73.516 pontos.
O mercado repercutiu a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar a prisão dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, afirmando que há “indícios suficientes de que os colaboradores omitiram” informações sobre a participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de delação premiada da JBS.

“Até Joesley deu uma flechada nele mesmo, o que tira força da segunda denúncia do [procurador-geral da República Rodrigo] Janot. Ele tem praticamente essa semana para fazer alguma coisa. Me parece que, do lado político, Temer já está mais forte para seguir adiante”, afirma Pedro Galdi, analista-chefe da Magliano Corretora. Com isso, o presidente poderia, em tese, conseguir mais apoio para tocar a agenda reformista.

Dados econômicos também deram subsídio a esse patamar histórico, afirma Ronaldo Patah, estrategista de investimentos do UBS Wealth Management. “O principal motivo seria a volta do crescimento econômico. Tivemos um primeiro trimestre de 2017 com crescimento após trimestres negativos. O PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre deu mais base para dizermos com convicção que a economia está com uma retomada sólida”, afirma. “É o primeiro sinal positivo para a volta do crescimento dos lucros das empresas listadas na Bolsa.”

Apesar do recorde histórico, ainda há espaço para a bolsa crescer, de acordo com a consultoria Economática. Em seu maior patamar em dólares, registrado em 19 de maio de 2008, o Ibovespa atingiu 44.616 pontos. Ontem, ficou em torno de 24 mil pontos, o que significa que há um espaço de 20 mil pontos de valorização.

Além do fator local, um cenário mais favorável do exterior também colaborou para esse otimismo dos investidores. “A percepção de risco está caindo não só no Brasil, mas nos emergentes. Há uma diminuição da tensão envolvendo a Coreia do Norte, que não fez testes nucleares, como era temido. O furacão Irma está perdendo força nos EUA, o que diminui o estrago sobre a economia americana, e há uma agenda de indicadores na Europa e nos Estados Unidos que sustentam essa alta”, ressalta Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Ações - Das 59 ações do Ibovespa, 51 subiram, 5 caíram e três se mantiveram estáveis. As ações da Petrobras subiram cerca de 2%, ajudadas pela alta do petróleo no exterior. A estatal informou nesta segunda que iniciou processo para vender duas fábricas de fertilizantes.

Os papéis mais negociados da estatal avançaram 1,90%, para R$ 14,99. As ações que dão direito a voto ganharam 2,17%, para R$ 15,52.

As ações da Vale encerraram o dia no azul, com a alta dos preços do minério de ferro no exterior. Os papéis ordinários da empresa subiram 1,77%, para R$ 35,09. As ações preferenciais subiram 1,01%, para R$ 32,16.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco avançaram 1,69%. Os papéis preferenciais do Bradesco se valorizaram 3,85%. As ações ordinárias tiveram alta de 2,10%. O Banco do Brasil ganhou 3,58%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil fecharam com valorização de 1,68%.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

20/01/2018
Bolsa fecha a semana com valorização de 2,3%
Índice Bovespa voltou a renovar a máxima no pregão de sexta-feira ao atingir os 81.219 pontos
20/01/2018
Moeda norte-americana recua 0,26% e atinge o menor patamar em três meses
São Paulo - O dólar terminou seu terceiro pregão consecutivo em baixa, mas manteve-se no patamar de R$ 3,20, com a pressão do ingresso de recursos e da fraqueza da...
19/01/2018
Analistas projetam ano volátil na bolsa
Apesar dos recordes atingidos no início de 2018, fatores como as eleições podem afetar o Ibovespa
19/01/2018
B3 tem dia de realização de lucros e cai 0,28%
São Paulo - Um dia após galgar novo patamar histórico e chegar aos 81 mil pontos, o Ibovespa teve um dia de realização de ganhos e voltou operar na marca dos 80...
19/01/2018
Governo capta US$ 1,5 bilhão com emissão no exterior
Brasília - O rebaixamento da nota de crédito do Brasil ocorrido há uma semana teve influência praticamente nula na emissão externa feita ontem pelo governo...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.