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Finanças

14/03/2018

Bolsa de valores recua com cenário externo

AE
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São Paulo - Diante da queda na maior parte do mercado acionário mundial, o Ibovespa não teve força para seguir a trajetória de alta vista no início do pregão de ontem. Ainda assim, o índice à vista conseguiu se manter nos 86.383,84 pontos (-0,59%).

O setor financeiro influenciou fortemente na baixa de ontem com a desvalorização acima de 1%, uma vez que Itaú Unibanco e Bradesco têm o primeiro e o terceiro maiores pesos na carteira teórica. Além de espelhar o movimento negativo dos pares em Wall Street, bancos como Bradesco e Banco do Brasil tiveram suas notas de crédito rebaixadas pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. Na segunda-feira, o Itaú Unibanco havia recebido o downgrade, na esteira do rebaixamento do rating soberano de BB para BB-, em 23 de fevereiro.

Para Shin Lai, analista da Upside Investor Research, a revisão do rating perpassou por todos os bancos brasileiros e, juntamente com as seguradoras, pesou sobre o índice Bovespa. Itaú Unibanco PN fechou em queda de 0,81%, Bradesco PN recuou 1,44%, Banco do Brasil ON perdeu 1,29% e as units do Santander desvalorizaram 1,40%.
Também os contratos futuros de petróleo no mercado internacional operaram novamente em queda e as ações da Petrobras perderam valor - queda de 0,96% (ON) e de 0,99% (PN).

Os mercados acionários no exterior reagiram à nova troca na administração do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Uma semana após o então assessor econômico Gary Cohn ter deixado o governo, ontem foi a vez do secretário de Estado, Rex Tillerson.
Por aqui, Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, diz que influenciou o humor do mercado na segunda parte do pregão o enfrentamento do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso.

As questões políticas se sobrepuseram aos dados econômicos favoráveis tanto dos EUA quanto do Brasil. Por lá, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de fevereiro em desaceleração ante janeiro na série com ajustes sazonais e no núcleo do indicador de inflação. Por aqui, as vendas no varejo em janeiro cresceram 0,9% contra dezembro e 3,2% ante janeiro de 2017.

Dólar - O dólar alternou pequenas altas e baixas ao longo de toda a sessão de negócios, tendo o cenário internacional como principal referência. A moeda americana fechou cotada a R$ 3,2615 no mercado à vista, em alta de 0,11%. Profissionais de câmbio afirmam que o mercado vem trabalhando em compasso de espera e, enquanto aguarda a reunião do Federal Reserve, na próxima semana, responde a variáveis menores, que possam sinalizar qual será o tom da política monetária dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a principal notícia do dia foi o resultado da inflação no varejo americano (o CPI), divulgado pela manhã, que em linhas gerais foi bem recebido pelo mercado local, reforçando a expectativa de gradualismo na política monetária do Fed. “O mercado tem sido pequeno, em função da expectativa por números dos Estados Unidos que possam antecipar qual será a linha do Fed Passada a divulgação da inflação no varejo, as expectativas já se voltaram à inflação no atacado, amanhã (hoje)”, disse Hideaki Iha, operador da Fair Corretora.

Ainda no cenário norte-americano, a demissão do secretário de Tillerson abriu espaço para desconforto e alguma volatilidade nos ativos.

Na última hora de negócios, as bolsas de Nova York aprofundaram as quedas e o dólar se fortaleceu ante moedas de países emergentes, com temores de que a saída de Tillerson aumente as chances de uma guerra comercial entre EUA e China. Na segunda-feira (12), o presidente Donald Trump impediu a aquisição da fabricante de chips americana Qualcomm pela gigante chinesa Broadcom. A notícia, somada à saída de Tillerson, aumentou os temores sobre medidas protecionistas nos EUA. A maior aversão ao risco no final dos negócios levou o dólar à vista à máxima intraday, de R$ 3,2655 (+0,24%).

Taxas de juros - Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta nos contratos curtos e em queda nos vértices longos e intermediários, refletindo ajustes de posição à percepção para a política monetária no Brasil. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,460%, de 6,449% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 passou 7,28% para 7,29%.

A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,23% para 8,19%. A taxa do DI para janeiro de 2023 recuou de 9,18% para 9,10%.

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