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Finanças

06/09/2017

Bolsa de valores registra sessão estável

AE/Reuters
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São Paulo - O desempenho negativo das bolsas de Nova York e a revelação de um “bunker” do ex-ministro Geddel Vieira Lima com malas de dinheiro interromperam um momento de euforia do mercado de ações ontem. Pela manhã, o Índice Bovespa chegou a subir 1,46%, embalado pela percepção de fortalecimento do presidente Michel Temer com o revés na delação da JBS. À tarde, chegou a cair 0,42%, diante da maior deterioração em Nova York e do temor de que as denúncias contra Geddel pudessem de alguma forma respingar em Temer, dada a proximidade entre eles. Ao final dos negócios, o índice ficou praticamente estável (+0,03%), aos 72.150,87 pontos. Os negócios somaram R$ 11 bilhões.

Para William Castro Alves, diretor da Valor Gestora de Recursos, apesar das alternâncias entre altas e baixas, a bolsa teve uma sessão de “respiro técnico”. Segundo ele, o mercado se divide entre os que se animam com os efeitos do cenário de queda de juros e recuperação econômica e os que acreditam que o Ibovespa já está muito esticado e requer uma correção.

Ao longo da tarde, o Ibovespa alternou pequenas altas de baixas. A alta significativa dos preços do petróleo no mercado internacional impulsionou os papéis da Petrobras, que terminaram o dia com ganhos de 0,88% (ON) e 1,69% (PN). Já Vale ON e PNA perderam 1,39% e 1,14%, respectivamente, apesar a alta dos preços do minério de ferro. Entre os bancos, grupo de ações de maior peso na composição do Ibovespa, os papéis seguiram sentidos diferentes. Banco do Brasil ON teve ganho de 0,50%, enquanto Bradesco PN recuou 1,43%.

Nas bolsas de Nova York, pesaram os temores em torno da tensão geopolítica entre Coreia do Norte e Estados Unidos. Além da troca de ameaças entre os dois países, também pesou no humor dos investidores a aproximação de outro furacão, que pode afetar a economia dos Estados Unidos. Esses temores contribuíram para manter o petróleo em pressão de alta durante todo o dia. O aumento da tensão elevou a aversão ao risco, o que justifica as ordens de venda de ações no Brasil e outros países emergentes.

“A notícia de que o procurador geral da República Rodrigo Janot colocou em revisão a delação da JBS agradou o mercado por indicar que uma segunda denúncia contra o presidente Temer é inviável. Mas o caso ainda deve render desdobramentos diversos e vai continuar no radar do mercado nos próximos dias”, disse um operador de corretora em São Paulo.

As ações da JBS caíram 8,28% e lideraram as perdas do Ibovespa.
Com o resultado de hoje, o índice acumula alta de 1,86% em setembro e de 19,80% em 2017.

Bônus - A Suzano Papel e Celulose lançou ontem US$ 400 milhões na reabertura de dois bônus com vencimentos em 2026 e 2047, acima do valor inicialmente informado de US$ 350 milhões, de acordo com o IFR, serviço da Thomson Reuters.

Na reabertura do bônus com cupom 5,75% e vencimento em 2026, a Suzano lançou US$ 200 milhões com rendimento de 4,625%.

Outros US$ 200 milhões foram lançados na reabertura do bônus com cupom de 7% e vencimento em 2047, com rendimento de 6,3%.

Os recursos captados com a operação, efetuada por meio da Suzano Austrais GmbH e garantida pela Suzano Papel e Celulose, serão usados no financiamento de projetos verdes e o beneficiamento das notas com vencimento em 2012 e cupom de 5,875%.

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