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Finanças

09/11/2017

Bolsa de valores tem dia de recuperação e sobe 2,69%

AE
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São Paulo - A bolsa brasileira dedicou o pregão de ontem a recompor as perdas da véspera, em um movimento que ganhou força principalmente na última hora de pregão, quando um rali levou o Índice Bovespa a fechar aos 74 363,13 pontos, em alta de 2,69%. O giro financeiro foi de R$ 9,4 bilhões. Na última terça-feira, o índice havia caído 2,55%.

As declarações do presidente Michel Temer admitindo a possibilidade de não conseguir aprovar a reforma continuaram a ecoar no mercado. A grande diferença ficou por conta dos esforços da tropa de choque do presidente para reverter a percepção negativa gerada pela afirmação. Depois da repercussão negativa nos mercados, o Palácio do Planalto decidiu, em acerto com a equipe econômica, colocar a reforma em votação no plenário da Câmara, mesmo com risco de derrota.

No final da tarde, o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que a reforma “voltou a caminhar” e que vê chance de aprovar ao menos uma parte dela.

O noticiário de bastidor também alimentou o mercado no final dos negócios, segundo profissionais da renda variável. “Estimativas de que a economia com a reforma da Previdência poderia cair para a metade do proposto originalmente foram bem recebidas no mercado, que considerou o percentual como satisfatório”, disse um analista. “Agora, precisamos ver como serão as negociações em torno dessa proposta”, afirmou.

Além da melhora da percepção com a Previdência, operadores notaram ainda um ingresso inesperado de recursos na última hora de negociação, que deu sustentação à recuperação das ações, principalmente nas de primeira linha. No final, a alta foi generalizada, com destaque justamente para as ações que mais haviam caído na terça-feira.

Mesmo com o petróleo registrando intensa volatilidade, Petrobras ON e PN terminaram o dia nas máximas, com ganhos de 2,72% e 2,73%, respectivamente. Vale ON superou a baixa dos preços do minério e ganhou 1,25%. Os bancos subiram em bloco, com destaque para Banco do Brasil, com alta de 5,24%.

“O mercado segue preocupado com a Previdência, mas viu o governo empenhado em conseguir avançar minimamente na reforma, o que pode passar às agências de classificação de risco a percepção de que ele não está parado. Qualquer avanço animaria os investidores”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador de renda variável da Renascença Corretora.

Dólar - O alívio dos investidores com a volta da articulação política do governo para colocar a reforma da Previdência em votação no Congresso ajudou o dólar a fechar em queda. O movimento de baixa da moeda também contou com o exterior, onde o dólar perdeu força em meio a dúvidas em relação à proposta de reforma tributária do presidente americano, Donald Trump.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,55%, a R$ 3,2580. O volume foi de US$ 1,221 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2417 (-1,05%) e, na máxima, alcançou R$ 3,2683 (-0,24%).

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