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Finanças

20/04/2017

Bolsa registra a segunda queda consecutiva

Principal índice acionário do País recuou 1,17%, puxado pela cautela entorno da reforma da Previdência
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Volume de negócios na B3 totalizou R$ 6,9 bilhões na sessão de ontem e o Ibovespa caiu para os 63.406,96 pontos/Luz/BM&F Bovespa
São Paulo – A forte queda do petróleo no mercado internacional e o desconforto com o andamento da reforma da Previdência levaram o Índice Bovespa a uma baixa de 1,17%, aos 63.406,96 pontos. Nesse cenário de aversão ao risco, as ações da Petrobras foram duplamente penalizadas, uma vez que sofrem tanto a influência do petróleo como a do aumento da percepção de risco interno. O volume de negócios com ações na B3 totalizou R$ 6,9 bilhões.

A bolsa brasileira iniciou os negócios dessa quarta-feira (19) no terreno positivo e o Ibovespa chegou a subir até 0,64%. Naquele momento, predominava um viés positivo com a alta do minério de ferro e a perspectiva otimista com leitura do parecer do relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA). A perda de fôlego começou em torno das 11h15, logo após a notícia do acordo entre governo e oposição que suspendeu a votação do parecer para a primeira semana de maio. O enfraquecimento das bolsas de Nova York, por fim, acabou por ajudar a levar o Ibovespa definitivamente para o terreno negativo.

O período da tarde foi de sucessivas mínimas do Ibovespa, que chegou a cair para 63.218,80 pontos (-1,47%), já na última hora de negociação. As ordens de venda se concentraram principalmente em Petrobras PN, ação mais negociada do dia, sob influência direta das quedas do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres. Os contratos futuros de petróleo foram pressionados pelo relatório semanal de estoques do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos, que relatou que a produção no país atingiu nível recorde.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em baixa de 3,78%, a US$ 50,85 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para o mesmo mês recuou 3,57%, a US$ 52,93 por barril. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras terminaram o dia com perdas de 2,84% e de 3,55%, respectivamente. Pesou, ainda, o desconforto político.

As ações da Vale bem que ensaiaram uma recuperação das perdas recentes, mas acabaram por sucumbir ao desânimo do investidor. Os papéis chegaram a subir pela manhã, apoiados na alta do minério de ferro, mas perderam fôlego à tarde. Vale ON terminou o dia em alta de 0,23%, enquanto Vale PNA perdeu 0,12% de seu valor. O setor financeiro, maior bloco na composição do Ibovespa, também pesou no desempenho negativo do dia. Nesse grupo, destaque para Banco do Brasil ON, maior queda do Ibovespa (-3,56%) e importante termômetro do risco político doméstico. Bradesco PN caiu 1,00% e Itaú Unibanco PN, 0,88%.

Câmbio - O dólar fechou em alta pelo segundo dia seguido, impulsionado pela derrocada do petróleo e pela preocupação em torno da reforma da Previdência.

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 1,07%, a R$ 3,1462, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1100 (-0,09%) e a máxima de R$ 3,1492 (+1,17%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,239 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 1,28% por volta das 17h15, a R$ 3,1550. O volume financeiro somava US$ 14,612 bilhões.

No exterior, o dólar subia ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, com destaque para os avanços ante o peso mexicano (+1,35%), o dólar australiano (+0,82%) e o peso colombiano (+1,07%).

Taxas de juros - Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 (109.970 contratos) fechou na máxima de 9,555%, de 9,535% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2019 (196.615 contratos) encerrou também na máxima, com taxa de 9,38%, de 9,35% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (110.615 contratos) terminou em 9,93%, de 9,88%. (AE)

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