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Finanças

11/04/2018

Bolsa tem alta de 1,44% com cenário externo

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São Paulo - Com uma trégua na tensão política local, o mercado acionário teve espaço para responder positivamente aos sinais externos, como a valorização forte das commodities e os bons ventos que, por mais um dia, seguiram embalando as bolsas europeia e americana. O Ibovespa encerrou o pregão de ontem valorizado em 1,44%, aos 84.510,35 pontos.

Na tarde de ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse acreditar que o pedido do PEN (atual Patriotas) de liminar impedindo prisão após condenação em segunda instância não deve ser julgado amanhã, em função da prioridade dada para a apreciação dos habeas corpus do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que estão na pauta da sessão da Corte para esta quarta-feira.

“Na ausência de novas notícias ruins, abriu-se espaço para seguir a valorização registrada no mercado acionário do exterior”, disse um operador. “Com o Dow Jones e companhia batendo alta acima de 2% fica difícil não acompanhar.”

Petrobras e Vale foram os destaques de alta. O desempenho da petroleira estatal foi influenciado pela forte valorização das cotações do petróleo no mercado internacional (em torno de 3,6%) Também contribuíram de maneira positiva notícias sobre a companhia expressas nos discursos de diretores durante seminário “A Sea of Opportunities in the Oil & Gas Sector”, organizado pela Embaixada Brasileira em Londres. Petrobras ON fechou com ganhos de 3,93% enquanto PN subiu 4,24%.

Já a Vale ON, que valorizou 4,40%, seguiu o minério de ferro, que subiu 2,11% na China, e também com as declarações do presidente da China, Xi Jinping, a respeito da possibilidade daquele país de ampliar o acesso externo ao mercado chinês ainda este ano.

A despeito do fôlego de ontem, as dúvidas com a cena eleitoral seguem pairando no ar. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, afirmou nesta terça que a incerteza eleitoral não está sendo dirimida. Ao contrário, segue muito alta e está preocupando os agentes do mercado. “A incerteza segue bastante elevada”, disse ele, completando que o mercado mundial se mantém favorável e induz a certo otimismo. “Com este pano de fundo, o mercado pode voltar a se animar.”

Dólar - Depois do estresse de segunda-feira, 9, quando alcançou maior patamar em 16 meses, o dólar à vista devolveu um pouco da alta e encerrou ontem a R$ 3,4104 (-0,28%) - mantendo a casa dos R$ 3,40. Na B3, o dólar para maio estava em baixa de 0,35% a R$ 3,416, às 17h16. O giro dos negócios no futuro (vencimento de maio) estava em cerca US$ 23 bilhões; no mercado à vista, somou US$ 1,9 bilhão.

A sessão foi marcada pela volatilidade. A moeda abriu em queda, começou a subir e bateu a máxima de R$ 3,4358. No começo da tarde, oscilou entre leves altas e baixas e, na reta final do pregão, manteve a queda. O comportamento dos preços do petróleo, de forte alta, ao redor do 3,7%, contribuiu para a queda. A moeda americana teve um dia de enfraquecimento em relação a diversas moedas de países emergentes, à exceção do rublo.

Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos, destaca que nas últimas semanas a divisa brasileira tem apresentado volatilidade muito elevada. “A volatilidade do real se compara, por exemplo, à observada no rublo, num momento em que a Rússia enfrenta sanções dos Estados Unidos”, afirmou. “É difícil falar sobre o câmbio nesse ambiente de alta volatilidade”, disse. Para Crespo, a moeda oscilou mais em função do ambiente externo, já que não houve notícia local que tenha formado preço.

O ambiente doméstico, no entanto, continua na cabeça de todos os investidores, pelas incertezas eleitorais. O mercado ainda aguarda a divulgação de pesquisas e acompanhar quais candidatos se destacam num cenário sem Lula, por exemplo.

Taxas de juros - Assim, o DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,275% ante 6,274% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2020 encerrou a 7,09% ante 7,10% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 encerrou a 8,13%, mesma taxa do ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,21% ante 9,19% no ajuste anterior O DI para janeiro de 2025 encerrou a 9,73% ante 9,70%.

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