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Finanças

11/11/2017

Bolsa volta a fechar a semana no vermelho

AE
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São Paulo - Em uma sexta-feira marcada pela ausência de notícias novas, os investidores mantiveram o mau humor da véspera, ainda justificado pelas incertezas dos cenários interno e externo. No Brasil, o ceticismo em relação à reforma da Previdência foi fortalecido pela percepção de aprofundamento do racha dentro do PSDB. Nos Estados Unidos, as divergências em torno da proposta de reforma tributária proposta pelo presidente Donald Trump voltaram a impor perdas às bolsas de Nova York.

Nesse cenário, o Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,05%, aos 72.165,63 pontos. Com esse resultado, o indicador acumulou perda de 2,37% na semana, a terceira consecutiva. Desde que o Ibovespa atingiu a última máxima histórica, em 13 de outubro (76.989 pontos), sua desvalorização soma 6,27%. Nesse período de correção, houve saída líquida de R$ 3,7 bilhões em recursos externos da bolsa.

“Essa saída dos estrangeiros da bolsa é em parte um movimento de realização de lucros e em parte o reflexo das incertezas do investidor”, disse Roberto Indech, analista da Rico Corretora. “As dúvidas quanto à reforma da Previdência e a proximidade das eleições, além da reforma tributária nos EUA, são fatores que justificam esse comportamento de cautela”, afirmou o analista.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu o discurso dos últimos dias em defesa da reforma. Segundo ele, a nova versão do texto, com propostas mais enxutas, deve ser apresentada até o final da próxima semana. Diante dessas novas articulações do governo, Meirelles afirmou que o governo tem apoio político para aprovar a reforma e lembrou que a atual gestão já aprovou outras medidas estruturais.

Um dos poucos eventos relevantes nesta tarde foi a manifestação da agência de rating Fitch, que confirmou o rating BB do Brasil, com perspectiva negativa. A decisão ficou dentro do esperado pelo mercado e não chegou a influenciar os negócios.

A queda da bolsa atingiu essencialmente as blue chips do mercado doméstico. Mesmo com o petróleo operando em queda, Petrobras ON teve alta de 0,17%, enquanto Petrobras PN terminou o dia estável. No setor elétrico, o destaque foi Eletrobras ON e PN, que caíram 2,15% e 3,40%, devolvendo lucros recentes, com novas incertezas em torno da privatização da empresa. No setor financeiro, as ações seguiram em sentidos diferentes. Bradesco ON subiu 0,43%, enquanto Banco do Brasil ON recuou 2,98%.

Câmbio - O dólar renovou as máximas na tarde de sexta-feira e fechou em alta com a percepção dos agentes de que o tempo para aprovar a reforma da Previdência neste ano, ao menos na Câmara dos Deputados, é cada vez mais escasso. O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,59%, cotado a R$ 3,2786. O giro foi de US$ 1,407 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2519 (-0,23%) e, na máxima, alcançou R$ 3,2830 (+0,72%). Na semana, porém, a moeda americana acumulou queda de 0,81%.

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