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16/12/2016

Bom preço do açúcar beneficia setor sucroalcooleiro

Da Redação
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O Estado é o 3º maior produtor de cana-de-açúcar, atrás de São Paulo e Goiás, e o segundo em açúcar e etanol, perdendo para São Paulo. A crise, que há alguns anos assombra o setor sucroenergético, tem sido menos sentida em 2016. O segmento ganha fôlego em consequência dos bons preços do açúcar no mercado internacional e do câmbio favorável para exportação, o que motivou as usinas a aumentarem a produção.

A safra 2016 é estimada em 63 milhões de toneladas, o que representa queda de -3% em relação à anterior. Devem ser produzidos 3,8 milhões de toneladas de açúcar (+32,49%) e 2,6 bilhões de litros de etanol (+0,41%). A produtividade dos canaviais este ano ficou menor, mas a qualidade da matéria-prima foi superior e favoreceu a expansão dos produtos finais.

Os bons preços e o consequente aumento de produção tiveram influência na balança comercial mineira neste ano. Entre janeiro e outubro, o faturamento das exportações de açúcar aumentou 53,5% em comparação com o mesmo período de 2015, tendo como principais destinos Bangladesh (14%), China (10%) e Índia (9,3%). Em 2016 o etanol perdeu competitividade frente a gasolina. Vários fatores contribuíram para isso: a flexibilidade das usinas, o melhor preço do açúcar e a falta de um marco regulatório, que indique qual é o papel do etanol na política de combustíveis.

No Brasil, a produção total em 2016 chegou a 684,7 milhões de toneladas, 3% a mais que 2015, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Expectativas - A previsão de redução da safra de cana-de-açúcar em 2017/18 reflete o pouco investimento na renovação dos canaviais, justificado pelo longo período de preços baixos até o início deste ano. Em Minas, a idade média dos canaviais é de três anos e seis meses, para uma cultura que pode resistir a até seis anos, mas com produtividade reduzida anualmente. Estima-se que o mercado de açúcar prevaleça aquecido, uma vez que o déficit mundial ainda é grande e o Brasil é o principal produtor/exportador, responsável por mais da metade do açúcar comercializado no mundo.

Já para o etanol há ações que poderão desfavorecer o segmento, como o Projeto de Lei 3810/2016, que volta a alíquota do ICMS do etanol, de 14% para 20%, e da gasolina, de 29% para 30%. A redução do imposto em março/2015 permitiu ganhos para a cadeia da cana-de-açúcar ao estimular a venda do biocombustível, que chegou a consumo recorde: 138,8% entre janeiro e dezembro de 2015.

A geração de bioeletricidade por meio da cana-de-açúcar tem grande potencial e diversas oportunidades. A utilização dessa fonte é vista como promissora por atender o acordo firmado durante a Conferência das Partes sobre Mudanças do Clima (COP-21) e as metas estabelecidas para conter a emissão de gases do efeito estufa que, em breve, entrarão em vigor.

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