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Minas 2032

11/11/2015

Brasil, historicamente, é um péssimo vendedor

Luciane Lisboa
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O presidente da Faemg disse ver com muita tristeza a condução da política externa no tocante ao agronegócio. "O Brasil historicamente é um péssimo vendedor", afirmou.

Isso acontece, continuou, porque praticamente não vendemos, somos comprados. "Só existe exportação porque precisam dos nossos produtos, senão já teríamos naufragado. Porque não temos capacidade de fazer políticas boas de marketing dos nossos produtos. A nossa Apex infelizmente ainda não decolou. Faz muita propaganda dela mesma, mas os nossos produtos ficam de lado", completou.

O ápice da questão, segundo o dirigente, foi o fato de termos ficado de fora do acordo Transpacífico. "Todas as outras nações da América do Sul em desenvolvimento e a América do Norte foram incluídas e o Brasil ficou de fora, cortejando Venezuela, Timor Leste e Haiti. Enfim, com uma agricultura deste tamanho nós precisamos de parceiros fortes", lamentou.

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Mercado interno - Já em relação ao mercado interno, Simões considera que é grande e está em evolução. "Porém, neste momento, apresenta alguma fraqueza no sentido de queda de renda da população e de inflação fora dos padrões ideais."

Além disso, ele avalia que é preciso pensar que no futuro não haverá áreas disponíveis para o agronegócio. "Portanto, não há como expandir horizontalmente, e é necessário realmente nos engajar na questão da sustentabilidade", ressaltou.

Com restrição de área, o "pulo do gato" para chegar em 2032 com crescimento é focar no aumento da produtividade. Aí o dirigente cita alguns gargalos a serem superados, como a irrigação, um dos segmentos em que ainda somos iniciantes. "Será necessário ter controle dessa tecnologia para garantir os volumes que se pretende em produção. Mas nos dias de hoje (diante da escassez de água), falar em aumento da irrigação é quase uma insanidade, porque o produto básico está em escassez", destacou.


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