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FETCEMG - Painel do Transporte

02/03/2016

Brasil, meu Brasil brasileiro urubatan Helou, diretor presidente e fundador da Braspress e Vice-presidente da NTC&Logística

Assessoria de Comunicação da Fetcemg
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Este meu Brasil, que de mulato inzoneiro não tem nada, em apenas 25 anos construiu  2ª maior democracia do mundo, provando a enorme musculatura institucional  que vigora no País.

Comum é atribuir à impunidade, à vergonha nacional. Contudo, quando um senador no Exercício de seu mandato e líder do governo na Câmara, um fazendeiro amigo íntimo o ex-presidente Lula e um notório banqueiro vão para cadeia, assim como o fato de que tantos presidentes de Câmara e de Senado serem denunciados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e levados à execração pública, analistas desinformados, ou com uma má formação política, costumam atribuir isso a uma profunda crise institucional. Eu entendo absolutamente o contrário, pois o Brasil teria, sim, instalado uma grave crise das instituições, caso esses caciques tivessem conseguido por meios espúrios os seus salvos-condutos, ao dolce far niente comum à impunidade.

Não esqueçamos que a prisão de um senador no exercício de seu mandato é um caso inédito, cabendo ao Senado ter que cortar a própria carne ao decidir pela continuidade e ratificação da decisão do STF, tudo – eu digo tudo – amparado pela Constituição e
devidamente protegido pela suprema corte do Brasil. Nada de anormal, exatamente como aconteceria nas grandes democracias como Estados Unidos e Reino Unido, o estrito cumprimento das leis, no qual os poderosos e inatingíveis tem o mesmo tratamento de cidadãos comuns, e a demonstração de que as leis são pra todos. Demonstração clara, transparente, que o Supremo surpreendeu os inatingíveis e não cedeu ao poder político, estabelecendo assim a maior segurança jurídica jamais vista em nenhuma outra nação não democrática do mundo.

Aliás, essa não é a primeira vez que o Brasil mostra a sua verdadeira vocação  democrática e a solidez de suas instituições. Pouco mais de dois anos da primeira eleição direta para presidente da República, exorcizamos, via impeachment, Fernando Collor de Mello, e o cassamos politicamente. Em seguida foram os anões do orçamento, Severino Cavalcanti, senador Luiz Estevão, processos do mensalão, petrolão etc, etc, etc. Tudo - eu repito - tudo, no mais perfeito ditame das leis e da liberdade das instituições.

Mostramos ao mundo, e somos exemplos no mundo que as leis não são apenas para alguns e, sim, um princípio para todos, e que ninguém é superior a elas.

A crise existe, e de forma muito concreta para  aqueles que ainda imaginam o Brasil da impunidade. O ambiente brasileiro mudou do Brasil das trevas, do arbítrio para o Brasil global, aberto ao mundo, e corrigindo as suas próprias feridas.

Idiota de quem não enxergar, esses perecerão. E aos que enxergarem esse novo Brasil, se consolidarão e viverão em um país, que não quer o golpe político por um impeachment injustificado. Um novo Brasil que execrará os maus e ímpios pelo voto popular, que aprenderá, gradativamente, com o avanço democrático, a votar.

Crise econômica também há, porém, inexoravelmente momentânea, como se acnes e espinhas fossem em um corpo político adolescente, que, em breve, se tornará adulto e terá uma vida econômica plena.

Brasil, meu Brasil brasileiro, de negros, matutos, mulatos, brancos, loiros, morenos, índios, imigrantes, não é mais o Brasil inzoneiro. O futuro está a um pequeno passo, seremos em, no máximo, 20 anos uma das três maiores nações do mundo, e minha geração é privilegiada por estar vivendo esse histórico momento.

Quem viver verá!

Os textos publicados nesta editoria são de responsabilidade da Fetcemg. O Diário do Comércio não se responsabiliza e nem poderá ser responsabilizado pelas informações e conceitos emitidos e seu uso correto.

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