Publicidade
24/04/2018
Login
Entrar

Internacional

18/05/2017

Brasil aplica 6,8% na saúde e a média mundial é 11,7%

Paciente paga por mais da metade dos gastos
Agência Estado
Email
A-   A+
Em 2000, o País destinava apenas 4,1% dos gastos públicos a investimentos na saúde/Tomaz Silva/Agência Brasil
Genebra - O Brasil destina à saúde menos que a média mundial e mais da metade dos gastos acaba sendo paga pelo paciente. Dados publicados ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2014, 6,8% do orçamento público do governo federal eram destinados ao setor, taxa que caiu desde 2010. No mundo, a média é de cerca de 11,7%.

O levantamento da OMS com governos de todo o mundo aponta que, ao longo dos anos, o volume de dinheiro destinado à saúde no Brasil aumentou. Ele era de apenas 4,1% do total dos gastos públicos em 2000. Em 2010, essa taxa subiu para 9,9%. Mas acabou sendo reduzida para 8,2% em 2011 e 7% em 2013. A taxa atingiu 6,8% em 2014, o último ano disponível pela contabilidade da OMS.

Atualmente, a taxa é ainda inferior à média do que se gasta na África, com 9,9% dos orçamentos nacionais para a saúde. Nas Américas, a taxa é de 13,6%, contra 13,2% na Europa.

Em alguns casos, a proporção destinada para a saúde em alguns países chega a ser três vezes o índice brasileiro. Nos Estados Unidos, 21,3% do orçamento nacional vai para a saúde, contra 22% na Suíça, 23% na Nova Zelândia e 20% no Japão. Em alguns países em desenvolvimento, o índice também é elevado. No Uruguai, ele chega a 20%, contra 23% na Corta Rica ou 24% na Nicarágua.

Em uma comparação ao PIB, a taxa no Brasil também é inferior à média internacional. No restante do mundo, cerca de 9,9% do PIB se refere a gastos na Saúde. No Brasil, a taxa está em 8,3%. No mundo, US$ 7 trilhões são gastos em saúde por todos os governos e cidadãos.

Economias do paciente - Os dados também revelam que, apesar de certos avanços, mais da metade dos gastos de um paciente com a saúde sai de suas próprias economias, seja pelo pagamento de planos privados ou arcando com consultas e operações. No total, 53,9% dos gastos com a saúde no Brasil vêm da renda dos cidadãos. Em 2000, essa taxa chegava a quase 60%. Mas a média mundial é de 39%.

Descontando planos de saúde, a OMS também destaca que 25% do custo com o setor no Brasil sai dos bolsos dos pacientes. Ainda que a taxa também seja considerada como alta, ela é inferior aos 36% registrados há dez anos.

Apesar dos avanços, o Brasil ainda não atinge as taxas médias mundiais, de 18% do gasto com a saúde saindo do bolso do cidadão. “A pergunta que tem de ser feita é se os cidadãos estão recebendo os serviços que precisam ter sem passar por dificuldades financeiras”, argumentou Gretchen Stevens, analista da OMS, sem citar o nome de países.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

20/04/2018
Díaz-Canel assume presidência do país
Eleito é o primeiro governante fora da dinastia Castro a comandar nação em quase 60 anos
20/04/2018
Autoridades revelam que ataques contra Síria tiveram impacto limitado
Washington - Avaliações feitas pelos Estados Unidos (EUA) após os ataques de mísseis junto de Reino Unido e França contra a Síria mostraram que estes...
20/04/2018
União Europeia cogita novas sanções à Venezuela
Bruxelas - A União Europeia (UE) disse ontem que pode impor sanções adicionais contra a Venezuela se acreditar que a democracia está comprometida no país,...
19/04/2018
EUA confirma encontro com Coreia do Norte
De acordo com Trump, compromisso serviu para preparar eventual reunião entre ele e Kim Jong-un
18/04/2018
Economia da China cresce 6,8% no 1º tri, puxada pelo consumo
Elevação do indicador no período superou as projeções de especialistas
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


24 de abril de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.