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Economia

25/08/2007

Brics ainda enfrentam informalidade

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Mesmo com criação de 22 milhões de vagas problema ainda persiste nos países.

São Paulo - O crescimento econômico dos Brics (Brasil, China, Índia e Rússia) deu origem a 22 milhões de novos postos de trabalho entre 2000 e 2005, segundo estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A expansão foi mais de cinco vezes superior à verificada em toda a área da entidade ao longo do mesmo período.

Por outro lado, os países compartilham altos índices de informalidade no mercado de trabalho, um dos principais desafios dos Brics, segundo a OCDE. A persistência da elevada taxa de informalidade, associada ao rápido crescimento econômico, indica barreiras estruturais à transição para o emprego formal. O emprego no setor informal representa 45% do emprego total no Brasil, 53% na China e mais de 90% na Índia.

Ainda que o Brasil tenha índice elevado de informalidade - 45% - a exemplo de seus parceiros, o país se destaca em relação à capacidade de gerar postos de trabalho conforme a expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

"O Brasil é o único país do grupo que apresenta elevada elasticidade estabilidade do emprego em relação ao PIB, de 1,2 no período 2000 e 2004", aponta o levantamento. Na China e na Índia, o elevado contingente de população jovem e as baixas elasticidades do emprego - respectivamente, 0,1 e 0,3 - tornam "necessário manter a trajetória de rápido e forte crescimento para absorver o número relativamente elevado de jovens que chegarão ao mercado de trabalho nos próximos anos", diz o estudo.

A despeito da ampliação do emprego, as taxas de desemprego permanecem elevadas em todos os quatro países: Brasil (9%), Rússia (7,9%), China (8,3% na área urbana) e Índia (6,0% na área urbana). O estudo alerta, porém, que "é provável que essas taxas sejam na realidade ainda mais elevadas". No caso do Brasil, porque "o subemprego permanece alto e atinge mais as mulheres".

Desafio - Outro desafio no médio prazo é a busca de melhoria da qualificação dos trabalhadores, uma vez que, à exceção da Rússia, os países do Brics apresentam níveis educacionais inferiores ao da média da OCDE. O levantamento destacou, porém, que esses três países, em especial na China, têm elevado o nível educacional rapidamente. No Brasil, 41% dos jovens entre 20 e 24 anos possuem segundo grau completo. Porém, apenas 7% dos trabalhadores entre 24 e 34 anos possuem diploma universitário.

Em perspectiva, o estudo apontou que nas próximas duas décadas a composição do mercado de trabalho deve alterar consideravelmente, com o maior número de trabalhadores mais velhos. "Essa tendência resulta tanto de taxas de fertilidade mais baixas como do aumento da longevidade", apontou a pesquisa.

Como conseqência, o trabalho projeta que a taxa de crescimento da força de trabalho diminuirá pela metade no Brasil nos próximos 15 anos em comparação com os 15 anos anteriores. Para a China, as previsões são de estagnação, enquanto para a Rússia as estimativas apontam para a contração. (FP)


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