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Agronegócio

13/01/2018

Cafeicultura mineira deve crescer 40%

Estudo da Seapa indica aumento do uso de tecnologia, valorização dos grãos especiais e maior demanda global
Michelle Valverde
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O café tende a migrar das montanhas para áreas mais propícias à mecanização/Divulgação
Maior produtor de café do País, Minas Gerais tem capacidade de ampliar a produção significativamente nos próximos anos. Com logística, infraestrutura e institutos de pesquisa que favorecem a cultura cafeeira, a produção do grão em 10 anos será estimulada e a perspectiva é que em 2027 a colheita some 36,7 milhões de sacas de 60 quilos no Estado, um avanço de 40%. A produção de cafés especiais e o aumento do consumo, incluindo novos países consumidores como a China, por exemplo, são fatores que irão contribuir para a expansão da produção.

A perspectiva para o café faz parte do documento “Projeções do Agronegócio Mineiro 2017 a 2027”, elaborado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e que serve de base para identificar potenciais, gargalos e subsidiar decisões que promovam o avanço do agronegócio.

De acordo com o levantamento, a produção mineira de café tende a crescer 40% em 10 anos, passando das 28,14 milhões de sacas de 60 quilos colhidas em 2017 para 36,7 milhões de sacas em 2027. A ampliação ocorrerá pelo aumento da produtividade, que será estimulada pelo uso de tecnologias de ponta e migração da atividade para áreas mais favoráveis, onde a mecanização é viável. A tendência é de que a área cultivada com os cafezais recue 33,36% passando dos atuais 974 mil hectares, para 649 mil hectares em 2027.

A migração é esperada das áreas montanhosas para áreas planas. Isto pelo fato de os cafeicultores estarem investindo no aumento da mecanização da atividade, o que gera importante redução dos custos de produção e agrega competitividade ao produto. Além disso, a mecanização reduz a necessidade de mão de obra, que além de onerosa é escassa.

De acordo com o assessor Especial Café da Seapa, Niwton Castro Moraes, a migração da área de café é uma grande tendência, uma vez que as regiões montanhosas têm o custo bem mais elevado que nas áreas planas e mecanizadas, o que reduz a competitividade do café commodity.

De modo geral, para a cafeicultura do Estado não haverá prejuízo porque o deslocamento da atividade ocorrerá para áreas que têm maior produtividade. As áreas onde se utilizam a mecanização têm mais tecnologias aplicadas e é desenvolvida por empresários e profissionais que se dedicam à busca constante de novas tecnologias com o objetivo de alcançar maior produtividade.

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Raridades - Para os cafeicultores das regiões montanhosas, a tendência é investir na produção de cafés especiais, de alta qualidade, com lotes exclusivos, produtos que tendem a se tornar cada vez mais valorizados e reconhecidos nos mercados nacional e internacional.

 “O grande trunfo para as regiões montanhosas é a produção de cafés especiais. Essas regiões são riquíssimas em diversidade ambiental, com altitudes diversas e microclimas diferenciados. Os terrenos têm fácil exposição ao sol, o que não é comum em áreas planas, e isso gera a oportunidade de produzir raridades de café. São bebidas que têm preços valorizados por serem totalmente diferenciadas. É a oportunidade para o cafeicultor sair do café commodity”, explicou Moraes.

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