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DC Tecnologia

08/11/2016

Capital tem a maior densidade de empresas de TI no Brasil

Apesar disso, faturamento é um dos menores
Thaíne Belissa
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Capital mineira tem 331 empresas de tecnologia por 100 mil habitantes, segundo o estudo/Alisson J. Silva
Belo Horizonte é o polo com maior densidade de empresas de tecnologia no País, mas tem um dos piores faturamentos no segmento, se comparado aos demais polos. A constatação é do Acate Tech Report 2015, estudo inédito sobre o setor de tecnologia no Brasil realizado pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) em parceria com a empresa Neoway. A pesquisa analisou dados no setor em nove estados que concentram os 13 polos de tecnologia do País e apontou uma brecha no segmento na capital mineira.

Apesar de liderar o ranking das cidades em número de empresas por habitantes, Belo Horizonte está em 12º lugar em faturamento do setor. Entre os possíveis motivos estão a migração de empresas mineiras para outros estados e a forte presença de negócios de pequenos porte.

De acordo com o levantamento, a capital mineira registrou 331 empresas de tecnologia por 100 mil habitantes em 2015, ocupando o primeiro lugar no ranking dos 13 polos brasileiros. Logo em seguida aparece Brasília com 250 empresas por 100 mil habitantes. A cidade com menor densidade de empresas de tecnologia é São José dos Campos, no interior de São Paulo, com 49 empresas por 100 mil habitantes.

A capital mineira também se destaca em número de empreendedores. Comparado com os outros 12 polos, Belo Horizonte tem a maior densidade com 469 empreendedores a cada 100 mil habitantes.

O coordenador da pesquisa e secretário-executivo da Acate, Gabriel Santos, afirma que um dos fatores que contribui para Belo Horizonte se destacar em número de empresas e de empreendedores de tecnologia é o grande volume de profissionais que são formados em cursos ligados ao segmento na cidade. Para o coordenador, esses profissionais são potenciais empreendedores do segmento. Além disso, ele destaca que a cidade já tem cases de sucesso no empreendedorismo em tecnologia, o que incentiva o surgimento de novos empreendedores. “O Estado de Minas Gerais também tem apoiado fortemente o segmento, o que favorece a criação de novas empresas”, analisa.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Assespro-MG), Marcello Ladeira, chama a atenção para a importância desse reconhecimento. Ele lembra que, durante muitos anos, a economia mineira foi baseada exclusivamente em produtos de baixo valor agregado, como a mineração e agricultura.

Para ele, o Estado precisa descobrir uma nova matriz de desenvolvimento, o que vai passar, necessariamente, pela tecnologia. “Belo Horizonte tem de ser encarada como a São Francisco do Brasil. Temos um Vale do Silício aqui. Assim como São Paulo é a capital dos negócios, Rio de Janeiro é a capital do turismo, nós somos a capital da tecnologia”, frisa.

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Mão de obra - Ladeira destaca que os motivos que levaram a capital mineira ao topo do ranking são muitos. Um deles é qualidade de mão de obra formada por universidades e escolas técnicas do segmento. Além disso, ele destaca a criação de ecossistemas de tecnologia no Estado. “São ecossistemas que incentivam a inovação em Minas Gerais, como o MGTI, a comunidade de startups San Pedro Valley, as aceleradoras e o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), programa de apoio a startups do governo estadual”, afirma. O presidente ainda destaca a forte presença de investidores de venture capital no Estado, o que incentiva a criação de novas empresas.

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