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DC Inovação

17/03/2017

Capital terá serviço de mototáxi via aplicativo

Novidade será lançada em abril
Mírian Pinheiro
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Para o motociclista cadastrado, custo mensal é de R$ 70, mais a obrigatoriedade de obter um seguro extra anual e o DPVAT/Alisson J. Silva
Mais um aplicativo inovador voltado para o transporte de passageiros chega a Belo Horizonte: o TMove. Dessa vez, a responsabilidade de garantir a mobilidade  da população a custo baixo e com segurança estará nas mãos dos motociclistas. O serviço será lançado para usuários dia 15 de abril.

Segundo um dos sócios do TMove, Flávio Barcelos, 39 anos, as metas são ambiciosas. Com investimento inicial de R$ 800 mil, outros R$ 500 mil previstos até abril e aportes perenes,  o negócio estruturado por ele e os empresários Bruno Campos, Fernando Machado e Roberto Machado espera atingir 60 mil motociclistas em todo o Brasil. O serviço, em breve, chegará a São Paulo, Brasília, Rio e Salvador. Nas capitais citadas, com exceção de Brasília, onde se espera a adesão de 10 mil pessoas, o app será lançado com a proposta de atender 16 mil pessoas. Barcelos estima faturamento mensal de R$ 5 milhões. Otimista, o empresário projeta crescimento de 100% até o final do ano.

O TMove oferece transporte de passageiro em motocicleta ou tuc tuc (para três passageiros), motoboy e transporte de mercadorias até 200 quilos via moto com carretinha.  O projeto-piloto foi implementado em Montes Claros, Norte de Minas, no ano passado e obteve a adesão de 4 mil usuários em 10 meses de teste. “Foi um sucesso”, afirma Barcelos. Para o bolso do consumidor,  o translado pode custar até 1/3 do cobrado por táxis. “O serviço pode sair até 60% mais barato que o Uber e transportar usuários em um tempo 50% menor ao gasto por carro.”

Para o motociclista cadastrado, o custo mensal é de R$ 70, mais a obrigatoriedade de obter um seguro extra anual (além do DPVAT), cujo preço varia de R$ 70 a R$ 100, dependendo do valor do prêmio desejado, entre outras exigências. Segundo o empresário, 100% do valor das corridas (pagas em dinheiro ou cartão) é do motorista, que pode chegar a uma receita bruta mensal de R$ 4.400.

“Não somos mototáxi, mas um serviço particular de transporte de passageiros por motocicleta”, ressalta. O app TMove está disponível para inscrição dos interessados e já tem 300 motociclistas cadastrados. A meta, em Belo Horizonte, é alcançar 10 mil condutores até dezembro.



Franquia - O TMove já nasceu, em sua concepção, para ser franqueado. Mas, para obter a licença de operação, é necessário que a cidade para onde o serviço for levado tenha mais de 70 mil habitantes. O investimento é de R$ 13 mil - com 20% de participação do franqueador nos lucros.

Segundo o Levantamento Anual de Tráfego da TomTom, empresa de GPS e Telemetria, Belo Horizonte está entre as 10 capitais com pior trânsito da América Latina. Considerando a afirmação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que diz que a frota de veículos na cidade cresceu 98% nos últimos 10 anos, a solução proposta pelo app TMove pode ser uma saída. Não é à toa que os empresários enxergaram no problema uma boa oportunidade de negócios, sem focar na crise.

O aplicativo aceita a inscrição de condutores de ambos os sexos, com mais 18 anos, habilitados na categoria A e que possuam motocicletas em boas condições. Os candidatos passam por um rigoroso processo de análise e treinamento, com a verificação de antecedentes criminais. Além disso, são rotineiramente monitorados quanto ao comportamento no trânsito. Recebem advertência por más condutas e podem ser excluídos do serviço em caso de reincidência ou falta grave. O TMove já está disponível na App Store e Play Store.

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