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DC Turismo

23/12/2017

Carnaval de Belo Horizonte contará com patrocínio de R$ 3,599 milhões

Daniela Maciel
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Concorrência para o patrocínio da festa foi vencida pela Do Brasil Projetos e Eventos/André Fossati/PBH/Divulgação
Nos últimos cinco anos o Carnaval de Belo Horizonte vem assumindo papel de destaque entre os festejos de momo espalhados pelo Estado. A espontaneidade e o colorido da festa realizada pelos blocos nas ruas da Capital já atraem a atenção da mídia e de grandes empresas interessadas em exibir suas marcas para foliões da cidade e turistas.

O Carnaval de 2018 já tem patrocinador e orçamento. A empresa vencedora do edital realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi a Do Brasil Projetos e Eventos S.A, sediada na região Centro-Sul da Capital, com a proposta de R$ 3,599 milhões, mais o custeio de um conjunto de serviços e estruturas necessários ao bom funcionamento da festa. Com isso, a empresa pretende ativar duas marcas de clientes durante o período momesco, a Skol e a Uber. Em 2017, o aporte financeiro do patrocinador foi de R$ 1,5 milhão.

De acordo com o diretor de Eventos da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Gilberto Castro, o Carnaval será celebrado entre os dias 27 de janeiro e 18 de fevereiro, com o desfile de blocos, escolas de samba, blocos caricatos e shows espalhados em palcos nas regionais e centro da cidade. A expectativa é que 3,6 milhões de foliões aproveitem o período – um acréscimo de 20% em relação ao Carnaval de 2017.

“A proximidade com o janeiro, logo depois das comemorações de 120 anos da Capital, certamente exigiu um pouco mais de trabalho, mas está tudo dentro do cronograma. O patrocínio é muito bem-vindo numa hora em que todas as prefeituras, inclusive a PBH, passam por um aperto financeiro. O Carnaval vem se mostrando um produto turístico cada vez mais importante. Esse edital contempla uma série de estruturas imprescindíveis como palcos, banheiros, sonorização, iluminação e custeio de grande parte do pessoal, além da verba. A prefeitura continua fazendo um investimento direto em serviços como limpeza e segurança que precisam ser intensificados nesse período”, explica Castro.

O número de palcos oficiais para apresentação de artistas contratados pela prefeitura também aumentou. Para 2018, estão previstos mais quatro palcos espalhados pelas regionais, além dos três palcos na região Centro-Sul. Melhora também a estrutura dos desfiles das Escolas de Samba e dos Blocos Caricatos, tais como arquibancadas, som, iluminação e piso. O objetivo é descentralizar a festa, dando melhores condições de logística e segurança à cidade, com menos gente se aglomerando nas regiões do hipercentro e Leste, que abriga o tradicional bairro de Santa Tereza, berço de muitos blocos.

“Com os palcos nas regionais propiciamos que as pessoas se divirtam perto de casa, melhorando a mobilidade urbana e ajudando a incrementar o comércio nas regionais, possibilitando que trabalhadores formais e informais locais também lucrem durante o período”, pontua o diretor de Eventos da Belotur.

O Carnaval patrocinado, garante o executivo, não deve conter a espontaneidade e o caráter democrático da festa belo-horizontina. A promessa é que os foliões não serão cercados por cordas ou obrigados a comprar os famigerados abadás de outras festas espalhadas pelo País. Os ambulantes poderão vender bebidas de quaisquer marcas durante os cortejos de blocos de rua, se comprometendo somente a não vender produtos em porções fracionadas e nem em garrafas de vidro, por motivo de segurança. Somente nos bares de palcos oficiais da PBH e desfiles de escolas de samba e blocos caricatos a venda será exclusiva dos produtos do patrocinador.

“Fizemos um estudo muito grande sobre os principais carnavais do Brasil e percebemos que a espontaneidade é um dos nossos principais ativos. O Carnaval ressurgiu em Belo Horizonte pelo desejo das pessoas. O papel do poder público nisso é apenas organizar no sentido de oferecer condições e segurança para quem vai trabalhar e para quem vai brincar, mantendo a interlocução com os agentes que fazem a festa”, afirma Castro.

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