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Economia

17/05/2018

Cemig prioriza plano de desalavancagem

Companhia divulgou ontem balanço do primeiro trimestre de 2018, no qual verificou alta do lucro em 35,9%
Mara Bianchetti
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Com uma dívida líquida de R$ 12,8 bilhões, com prazo médio de vencimento de quatro anos, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) segue priorizando o plano de desalavancagem adotado desde o início de 2016. Além das ações de desinvestimento, pelas quais a estatal abre mão dos empreendimentos que não possui o controle acionário ou que não integram seu core business, o grupo também tem trabalhado para aumentar sua eficiência operacional. Ambos os projetos já estão dando resultados.

Prova disso é que a empresa encerrou o primeiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 465 milhões, resultado 35,9% maior do que os R$ 343 milhões apurados nos primeiros três meses de 2017.  A companhia registrou, ainda, Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida) de aproximadamente R$ 1 bilhão, representando queda de 8,47% frente ao mesmo período do ano passado. Já a receita líquida foi de quase R$ 4,9 bilhões, com 2,55% de crescimento.

De acordo com o superintendente de relações com investidores da Cemig, Antônio Carlos Vélez, em coletiva para divulgação dos resultados da companhia no primeiro trimestre de 2018, os números refletem o esforço da companhia para melhorar sua eficiência operacional.

Conforme ele, graças aos esforços no último exercício, a dívida da companhia vem diminuindo, impulsionada também pela queda na taxa básica de juros (Selic), que foi mantida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em 6,5% ao ano, na última reunião. No entanto, para Vélez, embora a empresa tenha reduzido sua alavancagem e melhorado sua liquidez, ainda é de fundamental importância manter o foco na venda de ativos.

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Negócios - Segundo o executivo, neste momento, as negociações mais avançadas dizem respeito à Cemig Telecom, incorporada recentemente pelo grupo, e à Companhia Centroeste de Minas Gerais (Centroeste). Em teleconferência com investidores, executivos da elétrica disseram que a empresa vai acelerar seu plano de desinvestimentos agora que resolveu problemas mais urgentes de liquidez. Isso deve significar uma conclusão, ainda em 2018, de negociações para a venda de sua fatia na hidrelétrica de Santo Antônio e de sua controlada Light.

“Divulgamos hoje (ontem) dois importantes comunicados ao mercado. O primeiro, informando que, até o final do mês, lançaremos o edital de leilão para a venda da Cemig Telecom, braço na área de telecomunicações, avaliada em R$ 193 milhões. O segundo, confirmando que recebemos da Taesa, transmissora de energia controlada pela própria Cemig e a colombiana ISA, uma proposta não vinculante para a transferência de 51% das ações na Companhia Centroeste”, explicou.

Também sobre o assunto, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Daniel Faria Costa, ressaltou que o processo de venda da Cemig Telecom faz parte do programa de desinvestimentos da estatal e, que neste momento, é o que se encontra em estágio mais avançado. Conforme o executivo, o modelo jurídico foi desenvolvido nos últimos meses e o negócio incorporado ao grupo em 31 de março. “Agora, o próximo passo será a publicação do edital, que deverá ocorrer até o fim do mês”, disse.

Já sobre a Centroeste, Costa afirmou que se trata de uma oferta não vinculante da Taesa recebida pela Cemig. “A empresa está nos leilões da Eletrobras, e um dos nossos braços se propôs a comprar nossa parte no negócio (49%), de forma a exercer o direito de prioridade na compra por ocasião do leilão. É uma estratégia que visa reforçar a área de distribuição”, completou.

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