Publicidade

Economia

27/03/2014

Cemig reivindica reajuste tarifário de 29,7% à Aneel

Concessionária alega custo maior com compra de energia de termelétricas
Tatiana Lagôa
A-   A+
Raimundo Batista Neto/Emmanuel Duarte
Os mineiros poderão ter o maior reajuste nas contas de energia na comparação com os consumidores atendidos por distribuidoras de outros estados que também contam com alteração tarifária em 8 de abril. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um aumento de 29,7% na tarifa, valor que será votado pelo órgão em 1º de abril.

Outras três distribuidoras terão reajuste definido na mesma data e apresentaram propostas para a agência. São elas: a Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul), que pediu 16,19%; a CPFL Paulista, com 26,05%; e a Centrais Elétricas Matogrossenses S.A (Cemat), com 24,82%. Ou seja, todos valores menores que os da concessionária mineira.

Saiba mais:
TCU investigará impacto da MP 579 sobre a CDE
Coelce, do Ceará, foi a melhor distribuidora do país em 2013

Em nota, a Cemig explica que o maior impacto incidente sobre o percentual vem da necessidade de compra de energia gerada em termelétricas, que é mais cara do que as provenientes de fontes hidráulicas. Esses gastos estão incluídos na chamada Parcela A, que representa 69% do peso final do reajuste. Somente nessa parcela, há uma necessidade de elevação apurada pela companhia mineira de 29%.

Já a Parcela B, que se refere às despesas operacionais e a remuneração dos investimentos realizados, necessitaria de um reajuste de 7%. "Ou seja, na parte que cabe à Cemig gerenciar, houve ganho de eficiência da empresa para os clientes", afirma em nota. Por fim, o item que trata dos componentes financeiros teve uma variação de 9,6%. Dessa forma, a empresa pediu 29,74% de reajuste.

Ainda segundo a empresa, do valor cobrado na tarifa, 27% ficam com a Cemig Distribuição e se destinariam a remunerar o investimento, cobrir a depreciação e o custeio da concessionária. Os demais 73% são repassados para cobrir encargos setoriais, tributos e encargos, energia comprada e encargos de transmissão. Porém, os percentuais ainda serão avaliados pela Aneel que, posteriormente, realizará uma audiência pública antes da decisão final.

Para o sócio-diretor da Enecel Energia, Raimundo de Paula Batista Neto, pedir um percentual tão alto pode ser uma estratégia da empresa. Isso porque, geralmente, a Aneel tende a votar por um percentual abaixo do esperado pelas concessionárias. "A Aneel geralmente joga para baixo o percentual. Então é papel da Cemig apresentar todas as contas. Mas nem todas elas a agência reconhece como parte do cálculo", afirma.

Leia também

Constituinte exclusiva é uma alternativa
Anamaco detectou retração de 20,5%
Acabamentos foram os mais afetados
Setor registra forte queda nas vendas de janeiro
Justiça bloqueia R$ 475 milhões da Samarco

Ano eleitoral - O analista de energia da consultora Lopes Filho, Alexandre Furtado Montes, concorda que dificilmente seria aprovado um reajuste desse patamar. "Em época de eleição e depois de tanto esforço do governo para reduzir a energia, em vão, acho difícil uma alta desse nível. O governo certamente vai optar por subsidiar parte da conta", afirma.

No ano passado, a Cemig teve um reajuste médio de 2,99%. Os consumidores de baixa tensão, que incluem residências e pequenos estabelecimentos comerciais, ficaram com alta média de 6,98%, sendo somente os residenciais uma elevação de 4,99%. A classe de consumo da alta tensão, que abrange a indústria e grandes estabelecimentos, teve uma redução de 4,83% aprovada na época.




Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

13/02/2016
Constituinte exclusiva é uma alternativa
Problemas econômicos e políticos podem ser resolvidos com novas leis, avalia o presidente da Fiemg
13/02/2016
Anamaco detectou retração de 20,5%
São Paulo - As vendas de materiais de construção caíram 20,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2015, de acordo com dados deflacionados...
13/02/2016
Acabamentos foram os mais afetados
As vendas de itens de acabamentos em Minas Gerais foram uma das mais afetadas em 2015 dentre os materiais de construção, cenário que se mantém no início deste...
13/02/2016
Setor registra forte queda nas vendas de janeiro
Negócios reduziram 18% no mês
13/02/2016
Justiça bloqueia R$ 475 milhões da Samarco
Rio - A Justiça de Minas Gerais concedeu liminar que determina indisponibilidade de R$ 475 milhões em bens da Samarco Mineração, Vale e BHP Billiton Brasil. A...
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:

Cadastrar
› Mais Lidas
Altas taxas representam recordes
Pulseira para monitorar idosos será lançada em maio
IGP-M acumula alta de 12% em um ano
Demanda por financiamentos cai em MG
Café passa a liderar embarques mineiros
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› DC Tecnologia
Governo adia desligamento de sinal analógico
MGTI leva empresários para a Ásia
Sucesu Minas defende modelo do Uber
Apps possuem menos de mil downloads
Celular antiespionagem fabricado no Brasil tem procura acima do esperado
Leia todas as notícias ›
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


13 de fevereiro de 2016
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© 2014 Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.