25/06/2018
Login
Entrar

Finanças

09/02/2018

Cenário externo volta a afetar o Ibovespa

Principal índice acionário da bolsa brasileira registrou queda de 1,49% e atingiu 81.532 pontos
AE/FP
Email
A-   A+
No final da tarde de ontem o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York apresentava retração de 3,46% para 24 mil pontos/Divulgação
São Paulo - O Ibovespa operou por mais um dia sob a influência do mau humor dos mercados acionários dos Estados Unidos, onde os olhares dos investidores se voltam para as possibilidades de um aperto monetário mais forte. O índice à vista abriu a sessão de negócios de ontem em alta e, tentando recuperar as perdas da véspera, testou o patamar dos 83 mil pontos. Mas na segunda etapa do pregão, virou para o negativo e começou a imprimir perdas conforme seus pares em Nova York se deterioravam. Fechou em baixa de 1,49%, aos 81.532,52 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,3 bilhões.

Lá fora, o ambiente hostil se dá por um movimento de realização após longo ciclo de alta e, agora, em meio às perspectivas de encarecimento do dinheiro americano. “Apesar dos resultados corporativos bastante positivos, que mostram que os fundamentos não mudaram, há uma forte realização que vem na esteira de altas consecutivas por vários meses”, diz Fábio Macedo, da corretora Easyinvest.

No meio da tarde, o Ibovespa operava em queda moderada, mas passou a registrar sucessivas mínimas espelhando Wall Street, que recuava após declarações do presidente da distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), William Dudley, dizendo que a precificação do mercado sobre o aperto monetário estava correta.

Nesse contexto, o efeito por aqui é de influxo dos investimentos de não-residentes. De acordo com a B3, saíram R$ 1,342 bilhão no pregão da última terça-feira. Foi a terceira sessão com saída líquida de recursos estrangeiros no ano. Com isso, em fevereiro, o fluxo estrangeiro ficou negativo em R$ 1,927 bilhão No entanto, ainda não foi forte o suficiente para reverter as entradas registradas em janeiro. Em 2018, o saldo está positivo em R$ 7,622 bilhões.

“Aquele volume que alavancou as altas de janeiro já não está mais sustentando o Ibovespa, pois, além de não comprar, o pessoal está vendendo”, ressalta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora. “O mercado não tem força para caminhar com as próprias pernas, apesar de os indicadores da economia estarem bons”, complementa.

O fluxo de venda comandou a sessão não só na bolsa brasileira, mas também na Europa e nos Estados Unidos.

As bolsas europeias fecharam no vermelho. Londres perdeu 1,49%, Paris caiu 1,98% e Frankfurt fechou com desvalorização de 2,62%. Milão (-2,26%), Madri (-2,21%) e Lisboa (-1,16%) também caíram.

Nos Estados Unidos, os mercados tinham nova queda. Às 18h52, o Dow Jones caía 3,46%, para 24.030 pontos. A Nasdaq se desvalorizava 3,34%, para 6.816 pontos. E o S&P 500 recuava 2,68%, para 2.609 pontos. Os três zeravam os ganhos no ano novamente.

Leia também:
Moeda norte-americana fica estável frente ao real
Investidores estão cautelosos com estreantes


Ações - Dos 64 papéis que compõem o Ibovespa, 57 caíram e somente sete subiram. As ações preferenciais (+2,81%) e ordinárias (+2,75%) da Eletrobras lideraram as altas do índice. A Via Varejo subiu 1,65%.
No terreno negativo, as ações da Suzano recuaram 4,88%. A Cielo perdeu 4,25% e a Braskem caiu 4%.

As ações da Petrobras tiveram queda, em meio à desvalorização dos preços do petróleo. A baixa se dá após notícias mostrarem um recorde de produção nos EUA e a reabertura do maior oleoduto do Mar do Norte para operação. Os papéis preferenciais da estatal caíram 2,01%, para R$ 19,05. As ações ordinárias recuaram 3%, a R$ 20,35.
As ações ordinárias da Vale perderam 0,29%, para R$ 41,59.

No setor financeiro, o Itaú Unibanco teve queda de 0,49%. As ações preferenciais do Bradesco caíram 1,23%, e as ordinárias se desvalorizaram 2,95%. O Banco do Brasil perdeu 3,14%, e as units - conjunto de ações - do Santander Brasil recuaram 0,48%.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

23/06/2018
Dólar sobe e fecha semana com alta de 1,42%
Moeda norte-americana acumulou valorização ante o real mesmo após intervenções do Banco Central
23/06/2018
Ibovespa avança com menor aversão ao risco
São Paulo - O principal índice acionário da B3 fechou em alta, na sexta-feira (22), com a menor aversão a risco no exterior diante da forte alta do petróleo,...
23/06/2018
Resgates de títulos superam compras em R$ 107,4 mi
Brasília - Em meio à volatilidade no mercado financeiro no mês de maio, os resgates superaram as compras no programa Tesouro Direto em R$ 107,4 milhões no mês...
23/06/2018
BC vai ofertar US$ 3 bi em leilão de linha
São Paulo - O Banco Central (BC) anunciou, na sexta-feira (22), que dará continuidade à sua atuação no mercado de câmbio por meio de leilões de...
22/06/2018
Ibovespa cai 2,84%, puxado pela Petrobras
São Paulo - O principal índice acionário da B3 fechou em queda ontem, pressionado pela volta da aversão a risco no exterior, em sessão que teve ainda as...
› últimas notícias
Torcida não aquece as vendas no hipercentro
Prestadoras de serviços terrestres cogitam dispensa de pessoal com reoneração
Liminar contrária não abala Mendes Júnior
Primeiro leilão da Aneel prevê R$ 6 bi
BR Distribuidora aguarda decisão do TRT para mensurar os impactos
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


23 de junho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.