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FAEMG

16/12/2016

Cenário favorável para milho e soja

Demanda aquecida, incremento das exportações e quebra da safra elevaram os preços
Da Redação
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Caso as precipitações continuem favoráveis nos próximos meses, a expectativa é de que Minas tenha safra recorde de grãos/Abiove/Divulgação
A produção mineira de grãos em 2016 chegou a 11,76 milhões de toneladas, colhidas em área plantada de aproximadamente 3,17 milhões de hectares. Apesar de registrar forte queda (43% do milho e 34% do sorgo) na produção das culturas na segunda safra devido ao mês quente e seco de abril, o milho, com 5,85 milhões de toneladas, e a soja, com 4,75 milhões, foram os destaques da produção mineira.

O cenário econômico geral foi melhor para os produtores do que em 2015, com preços bem superiores. O preço do milho remunerou melhor o produtor em 48,5% neste ano, e a soja, 4,5%, até outubro deste ano, em comparação com o ano passado. Os preços mais altos foram resultado de uma combinação de fatores: demanda aquecida pela pecuária, aumento das exportações e quebra drástica da safra no Estado e, em grande parte, no País, na segunda safra, em virtude do forte calor e da ausência de precipitações no mês de abril.

No caso da soja, as exportações, principalmente para a China, foram uma das responsáveis pela alta liquidez do produto. O dólar valorizado também ajudou a manter os preços elevados para o produtor.

Feijão e sorgo - Minas é um dos principais produtores de feijão do País. Na safra 2015/16 foram produzidas 524 mil toneladas, contra 509 mil na safra anterior, alta de 2,9%. Com severa quebra de safra do Paraná, maior produtor nacional, Minas ajudou a abastecer o resto do País. Os preços se elevaram bem acima do normal durante grande parte de 2016 e assustaram os consumidores, já que a demanda permaneceu aquecida e a oferta reduziu drasticamente.

A produção do sorgo cultivado na segunda safra também foi prejudicada pela falta de chuva e o forte calor. Em função do bom preço pago pelo milho na época que antecedia o plantio, a área cultivada de sorgo caiu 18%.

Projeções - Até o momento, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e há perspectiva de safra recorde. Caso as precipitações continuem favoráveis nos próximos meses, a expectativa é de que Minas produza 13,5 milhões de toneladas de grãos. A demanda externa pela soja continua elevada e com boa remuneração para os produtores, mesmo com a grande safra dos Estados Unidos. Em Minas, o volume produzido deverá cair 4%.

Já o milho, produto que faltou no mercado neste ano, deve ter a área de plantio ampliada em 3,3%. Assim, a produção deve crescer 30%, atingindo 7,6 milhões de toneladas, a maior desde 2011/12, revertendo quatro safras consecutivas de queda. Mesmo com essa previsão, é preciso dar atenção ao estoque do produto, já que a demanda da pecuária continua elevada.

A produção do feijão deve aumentar 3,5%, o que poderá reduzir o preço pago ao produtor.

Devido à quebra do milho na segunda safra 2015/16, os agricultores ficaram encorajados a plantar sorgo, por ser mais tolerante ao estresse hídrico e às temperaturas elevadas. A produção deve aumentar acima de 50%, sendo mais uma opção de alimento para os rebanhos.

Brasil – No Brasil, a produção total de grãos alcançou 186,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 10,3% em relação à safra 2014/15. Os recuos foram observados nos setores da soja (-0,8%), com 95,4 milhões de toneladas; milho (-20,9%), com 66,98 milhões de toneladas; feijão (-15%), com 2,64 milhões de toneladas e sorgo (-44,5%), com 1,16 milhão de toneladas.

Para 2017, a perspectiva é de produção total de 215 milhões de toneladas, 15,6% a mais que a safra 2015/16. Para a soja, a estimativa é de safra recorde, com 103,5 milhões, a primeira acima de 100 milhões de toneladas. Para o milho, a previsão é de aumento de 27,1%, subindo para 84,6 milhões de toneladas, enquanto o sorgo deve apurar alta de 51%, com 524 mil toneladas, e o feijão, aumento de 3,45%, chegando a 543,1 mil toneladas.

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