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Minas 2032

20/11/2014

Centro de Inovação e Tecnologia Senai/Fiemg intensifica a parceria entre academia e indústria

O espaço receberá investimentos de R$ 150 milhões até 2016
Luciane Lisboa
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No campus do bairro Horto atuam 700 profissionais, 106 deles mestres ou doutores/Alisson J. Silva
Não há forma de se enxergar Minas Gerais no futuro sem pensar em ciência, tecnologia e inovação.  consenso que esse tripé é fundamental para que, nas próximas décadas, o Estado amplie e diversifique sua pauta econômica - hoje ainda muito focada em commodities - e possa se tornar uma potência industrial. Nesse sentido, nos últimos anos, vários esforços por parte dos governos federal e estadual e da iniciativa privada vêm sendo feitos para transformar a realidade. E entre eles, um dos principais é o fortalecimento da parceria entre universidade e indústria.

Sob administração do Sistema Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), o Centro de Inovação e Teconologia Senai-Fiemg (CITSF) - instalado onde funcionavam os laboratórios da antiga Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), na região Leste de Belo Horizonte - prevê investimentos da ordem de R$ 150 milhões até 2016. Além de obras físicas, os aportes serão destinados à compra de equipamentos e à modernização e criação de novos laboratórios.

Saiba mais: Objetivo do centro de inovação do Senai é aumentar a competitividade da indústria mineira

Para o diretor-executivo do Centro de Inovação e Tecnologia Senai/Fiemg, professor José Policarpo Gonçalves de Abreu, o "pulo do gato" é passar a desenvolver em Minas tecnologias que serão utilizadas pela própria indústria do Estado.

"Nosso foco é atender as demandas da indústria. Não concorremos com a academia, porque desenvolvemos soluções e tecnologias que só serão aplicadas caso haja mercado para ela", afirma.

Em um espaço de 127 mil metros quadrados, cercado de muito verde, sendo 25 mil metros quadrados de area construída, o CITSF é dividido em oito institutos de tecnologia e inovação. São eles: os Institutos Senai de Tecnologia (ISTs), voltados para atender demandas nas áreas de alimentos e bebidas, química, meio ambiente, automotiva e metalmecânica; e os Institutos Senai de Inovação (ISIs), que são especializados em engenharia de alta complexidade, para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de engenharia de superfície, processamento mineral, metalurgia e ligas especiais.

Além disso, o campus ainda conta com três empresas parceiras de base tecnológica: o Centro Brasileiro de Inovação (Csem Brasil); a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), que escolheu Belo Horizonte para abrigar o seu centro de Engenharia e Tecnologia; e a Biominas Brasil, instituição privada dedicada a promover negócios de sucesso em ciências da vida.

Ao todo, explica o professor Policarpo, no local atuam 700 profissionais, 106 deles mestres ou doutores. "Nossa meta é consolidar o CITSF como a ÀCidade do Conhecimento". Mas não queremos ser Àchão de fábrica", queremos ser o elo entre a universidade e a empresa", adianta.

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Investimento - Porém, a caminhada promete ser longa. De acordo com o diretor- executivo do CITSF, dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) mostram que o Brasil investe muito pouco em ciência, tecnologia e inovação: apenas 1,13% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que desse total 0,54% vem da iniciativa privada e 0,59% do poder público.

"É muito pouco. Mas essa não é a realidade de Belo Horizonte. Aqui estamos um passo à frente. O único problema é que mineiro não sabe cacarejar", brinca o professor Policarpo, como é mais conhecido. Para ele, a produção tecnológica e de inovação feita no Estado poderia ser muito mais conhecida, mas falta iniciativa de divulgação aos mineiros.

Como exemplo, ele cita o fato de a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ter ultrapassado, já há alguns anos, a poderosa Universidade de Campinas (Unicamp) em número de patentes, façanha que praticamente não é conhecida. "Se fosse o contrário, com certeza haveria propaganda até do outro lado do mundo", diz.


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