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09/02/2018

Centros de compras e hotéis redefinem estratégias

Daniela Maciel
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O Shopping Cidade, localizado no hipercentro, se esmera em tornar a relação com os clientes a mais aberta possível/Divulgação
Localizado no hipercentro da capital mineira, o Shopping Cidade, incrustado em um dos quarteirões mais movimentados da região, sem possibilidade de realizar uma expansão horizontal, se esmera em tornar a relação com os clientes a mais aberta possível. Para a gerente de marketing, Carolina Vaz, as quatro entradas (pelas ruas Rio de Janeiro, Tupis, Goitacazes e São Paulo), que permitem que o mall se torne um corredor para quem frequenta o centro da cidade, acabam fazendo o papel de integradoras do shopping com o entorno.

“Se não temos como incluir a luz na nossa arquitetura, temos que aproveitar justamente a nossa principal característica: a localização. Fazemos questão de ser democráticos, includentes e compartilhar o conhecimento com todo mundo. Um dos exemplos é o café-coworking Guaja, inaugurado no fim de janeiro. Queremos ser um espaço de ideias, criatividade. A compra tem que ser uma consequência da experiência oferecida pelo shopping. Esse novo consumidor exige um propósito então precisamos ser inspiradores e acolhedores”, avalia Carolina Vaz.

Hotelaria - E não são apenas os shopping centers que estão preocupados com o novo consumidor. Em Belo Horizonte, também pressionados pela crise de demanda desde 2014, os hotéis têm buscado alternativas e aberto as portas além dos tradicionais “day uses” e espaços para convenções e reuniões usados pelas empresas. Eventos na calçada, promoções especiais para moradores da cidade, restaurantes que atendem o público externo, inclusive no café da manhã, são algumas das ações.

A Vert Hotéis, rede mineira que administra as marcas Cyan Hoteles, Don Hoteles, La Cantarera Hoteles, Ramada, Ícone, Days Inn, Sentido, Wyndham Hotels and Resorts, Ramada Encore, E-Suites, Ramada Hotel e Suítes e Ramada Palaza, busca na inovação as possibilidades de incorporar o conceito de “Hotel Aberto” ou “Hotel do Futuro” às operações do grupo.

De acordo com o gerente regional de Vendas em Minas Gerais da Vert, Luciano Carvalho, entretenimento e gastronomia são as chaves para esse novo momento. “Antigamente os hotéis eram ilhas que não interagiam com a comunidade local. Diferentemente disso, a Vert quer que os nossos hotéis sejam percebidos pela comunidade como espaços de entretenimento, lazer e cultura. Em cada unidade procuramos trazer uma experiência única para o público local”, afirma Carvalho.

O hotel Ramada Encore Virgínia Luxemburgo, na região Centro-Sul, por exemplo, conta com intervenções de artistas locais nas áreas comuns e quartos. Já o E-Suítes Toscanini, na mesma região, tem foco na gastronomia. O Ramada Minas Casa leva para a calçada eventos culturais.

As ações vão além de uma estratégia para geração de receita. “Buscamos essas inovações porque a comunidade é a melhor propaganda para o empreendimento. Já tivemos no Brasil casos de operações que não deram certo porque foram boicotadas pela comunidade. Queremos que o hóspede conviva, se divirta, se conecte com as pessoas que estão próximas. É uma prática inspirada no coworking”, explica o gerente regional de Vendas em Minas Gerais da Vert.

O tradicionalíssimo Belo Horizonte Othon Palace, no hipercentro, também busca se adequar a esse novo perfil de consumidor. Segundo a gerente de vendas da unidade, Vânia Teixeira, os fins de semana têm se tornado mais animados com a presença dos belo-horizontinos. Especialmente para os moradores da Capital, foram criados o pacote especial “Eu & Você”, a tarifa “Day Use” para as áreas de lazer e o “happy hour” às quartas-feiras.

“A localização e a estampa do hotel são nossos patrimônios, então não podemos modificar a arquitetura. Temos um público de executivos que trabalham no Centro, por exemplo, que pode relaxar aqui conosco, ver o melhor jogo da rodada do futebol, desfrutar de um bufê de comida mineira e deixar o rush do trânsito passar. Amigos e famílias também podem curtir a área de lazer no sábado e ainda aproveitar a famosa feijoada do Varandão (restaurante do hotel), por exemplo, no day use. Temos um histórico afetivo com a cidade e ter a população aqui é, além de uma forma de gerar receita, uma maneira de estreitar ainda mais esse relacionamento”, avalia Vânia Teixeira.

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