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Internacional

10/01/2017

China aposta em expansão de 6,7%

Meta de crescimento econômico da potência asiática para 2016 estava entre 6,5% e 7%
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Vice-ministro de Finanças da China, Zhu Guangyao está certo de que a meta foi atingida/World Economic Forum/Sikarin Thanachaiary
Xangai, China - A China está confiante de ter alcançado um crescimento econômico de 6,7% em 2016, dentro da meta determinada para o ano, afirmou no domingo o vice-ministro de Finanças, Zhu Guangyao.

A economia da China expandiu 6,7% nos três primeiros trimestres do ano passado, e Zhu afirmou estar confiante de que a taxa de crescimento alcançou o mesmo nível ou mais no quarto trimestre de 2016. As declarações de Zhu foram dadas em um fórum da Universidade Tsinghua, em Pequim.

A China, que buscava crescimento econômico entre 6,5% e 7% para 2016, aumentou os gastos governamentais, viu uma alta do setor imobiliário e níveis recordes de empréstimo bancário no ano passado, o que, entretanto, também levou a um forte aumento da dívida.

Muitos analistas acreditam que o crescimento foi mais baixo do que os dados oficiais sugerem, mas reconhecem que o boom da construção sustentou de forma significativa a economia.

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Reservas estrangeiras - O declínio nas reservas estrangeiras da China é uma boa notícia no longo prazo, considerou ontem o assessor do banco central, Fan Gang, afirmando que o yuan está em um “ponto de virada”, depois de ter possivelmente sido sobrevalorizado nos últimos anos.

Fang disse em uma entrevista que as medidas do governo para restringir as saídas de capital, que têm alimentado uma depreciação do yuan, são para evitar flutuações rápidas nas reservas, que atingiram a mínima de quase seis anos em dezembro.

“O yuan talvez tenha estado sobrevalorizado nos últimos três ou quatro anos. Chegamos a um ponto de virada. Isso deve ser corrigido”, apontou Fan.

“Temos falado sobre a ineficiência de US$ 4 trilhões em reservas externas e o ridículo de um país em desenvolvimento financiar um país desenvolvido”, acrescentou Fan.

O governo não gosta de ver mudanças rápidas nas reservas estrangeiras do país, emendou Fan, e embora a China não vá descartar totalmente medidas de controle de capital, é improvável que o país vá intensificá-las.

As reservas da China caíram US$ 41 bilhões, para US$ 3,011 trilhões em dezembro, registrando o sexto mês consecutivo de quedas, segundo dados divulgados no sábado, depois de uma semana em que Pequim agiu de forma agressiva para punir as apostas contra a moeda e dificultar a obtenção de dinheiro fora do país.

A inclusão do yuan na cesta SDR tornou a moeda chinesa uma moeda internacional, o que significa que a China precisa deter menos reservas estrangeiras para fins de crédito internacional, disse Fan. (Reuters)

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