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Agronegócio

02/12/2017

China assume cerca de 20% do mercado nacional de sementes de milho

FP
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Fundo chinês adquiriu negócio da Dow Agrosciences no Brasil/Divulgação
Ribeirão Preto - O fundo chinês Citic Agri Fund anunciou na sexta-feira que concluiu em 30 de novembro a compra, por US$ 1,1 bilhão, do negócio de sementes de milho da Dow Agrosciences no Brasil, que passa a se chamar LP Sementes.

O anúncio foi feito em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) e, com a concretização do negócio, os chineses assumem 20% do mercado nacional de sementes de milho e ocupam a terceira colocação no ranking nacional.

É a concretização de um negócio fechado em julho, quando o grupo Dow Chemical vendeu parte do seu negócio de produção de sementes de milho no País ao Citic. A negociação foi feita para atender exigência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) devido à fusão da Dow com a Dupont.

A negociação inclui a aquisição de ativos da Dow no Brasil, o acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro, a marca Morgan e a licença para utilização da marca da Dow Sementes por 12 meses.

Neste período, a empresa lançará uma nova marca, para substituir a marca licenciada.
O presidente-executivo da Long Ping, braço agrícola do fundo chinês, Zhang Xiukuan, afirmou que o acordo prevê que não haverá demissões sem justa causa nos próximos cinco anos. Ele exercerá a mesma função na LP.

“É importante que os funcionários trabalhem num ambiente tranquilo e que tenham estabilidade em seu trabalho e em seu lar”, disse.

A Long Ping é líder global no segmento de arroz híbrido - tem participação de mercado de 30% na China - e, segundo Xiukuan, sementes de arroz devem ser trazidas para o Brasil.
A empresa chinesa terá sede em São Paulo e manterá o escritório em Ribeirão Preto.
O gerente-geral da LP Sementes, Vitor Cunha, disse que o uso de tecnologia é importante como ferramenta de manejo, “mas não é a salvação da lavoura”. “Todos sabemos que as tecnologias que temos hoje demandaram bastante tempo e investimento, mas não são a única forma. É uma ferramenta de manejo, outras práticas culturais devem ser adotadas”, disse.

De acordo com ele, a tecnologia e a genética contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento do setor. “Há menos de dez anos, a safrinha, que era a segunda safra no Brasil, tinha média de 4 milhões de hectares e produtividade média de 55, 60 sacos por hectare. Hoje essa safrinha, que não é mais safrinha, é safrona, tem quase 11 milhões de hectares e produtividade de 120, 130 sacas por hectare.”

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