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Internacional

02/12/2017

China critica EUA por não aceitá-la como economia de mercado

Americanos se opõem à cessão de status pela OMC
AE
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Em outubro, os presidentes da China e dos Estados Unidos se encontraram em Pequim/White House/Divulgação
Pequim - O governo chinês criticou na sexta-feira (1º) a oposição dos Estados Unidos a que o país asiático receba o status de economia de mercado na Organização Mundial de Comércio (OMC). Para Pequim, a atitude americana é um resquício da Guerra Fria.

Um documento dos EUA divulgado na quinta-feira em Genebra apoia a União Europeia para se opor ao status de economia de mercado da China, o que dificultaria a vitória em processos por dumping contra Pequim por exportar produtos a preços excessivamente baixos.

Porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang pediu que outros governos atuem para evitar o que Pequim afirma ser um compromisso de impedir que a China não seja tratada como uma economia de mercado. “A chamada economia que não é de mercado não existe nas regras de comércio multilaterais da OMC”, afirmou o porta-voz. “Isso é apenas uma reminiscência das leis domésticas de certos membros da OMC na era da Guerra Fria.”
Os EUA concordaram com a Europa em um processo contra a China, que queria automaticamente o status de economia de mercado no 15º aniversário de sua entrada em 2002 da OMC. Washington, a União Europeia, o Japão e outros governos creem que isso depende de Pequim levar adiante mudanças para abrir mais seus mercados.

Autoridades chinesas também pressionaram sobre o tema durante reunião com o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire. Vice-ministro das Finanças chinês, Shi Yaobin criticou a posição da UE contra a concessão do status de economia de mercado para o país.

Código de conduta - A China planeja reforçar a supervisão de riscos de investimentos no exterior com a introdução de um “código de conduta”, informou o jornal estatal China Daily, citando uma fonte não identificada.

O código vai orientar empresas chinesas na hora de fazer investimentos externos e ajudá-las a melhor identificar riscos em países estrangeiros, segundo a publicação. Não há detalhes de quando as diretrizes serão anunciadas.

Entre janeiro e outubro, o volume de investimentos chineses diretos no exterior diminuiu 41% ante igual período do ano passado, a US$ 86,31 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Comércio.

Setor bancário - O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) informou na sexta-feira (1º) que injetou 404 bilhões de yuans (US$ 61,12 bilhões) em liquidez no setor bancário por meio de sua linha de crédito de médio prazo em novembro. Os recursos tinham vencimento de um ano e foram repassados a uma taxa de juros de 3,2%.

O PBoC também liberou no mês passado 46,8 bilhões de yuan através da linha suplementar a três bancos que auxiliam na implementação de políticas da China, de forma a financiar projetos de infraestrutura.

Além disso, o BC chinês injetou 24,18 bilhões de yuans via linha de crédito permanente em novembro.

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