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Internacional

12/07/2018

China pode retaliar após nova ameaça dos EUA

Governo americano acirrou "guerra" ao anunciar possível tarifação sobre US$ 200 bi em produtos chineses
Reuters
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Desafio da China, entretanto, é que o valor mencionado pelos Estados Unidos supera de longe o montante total de bens que o país importa dos americanos/ALY SONG/REUTERS
Pequim/Washington - A China acusou os Estados Unidos (EUA) de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

O Ministério do Comércio da China afirmou ontem que está “chocado” e que irá reclamar junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas não disse imediatamente como vai retaliar. Em comunicado, chamou as ações dos EUA de “completamente inaceitáveis”.

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como “intimidação típica” e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses. “Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Pequim destaca que vai responder contra as medidas tarifárias de Washington, incluindo através de “medidas qualitativas”, uma ameaça que empresas norte-americanas na China temem que possa significar algo como inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA.

Lista americana - Na terça-feira (10), autoridades dos EUA divulgaram uma lista de milhares de importações chinesas que o governo norte-americano quer atingir com as novas tarifas, incluindo centenas de produtos alimentícios, além de tabaco, químicos, carvão, aço e alumínio, provocando críticas de alguns grupos industriais norte-americanos.

“Por mais de um ano, a administração (do presidente Donald) Trump pediu pacientemente à China que pare com suas práticas injustas, abra seu mercado e se empenhe em competição legítima de mercado”, disse o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, ao anunciar as tarifas propostas.

“Em vez de tratar de nossas preocupações legítimas, a China começou a retaliar contra os produtos dos EUA. Não há justificativa para tal ação”, completou ele em comunicado.
Na semana passada, Washington impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, e Pequim respondeu imediatamente com tarifas equivalentes.

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