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Agronegócio

12/05/2018

China reduz importações do Brasil

Reuters
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Após tensão com os EUA, chineses desaceleram compras/Camila Domingues/Divulgação
Cingapura/Pequim - Uma queda inesperada nas compras chinesas de soja do Brasil no curto prazo está limitando as exportações da oleaginosa do país sul-americano, que tem se beneficiado da tensão comercial entre Washington e Pequim.

Importadores chineses correram para adquirir soja brasileira depois que Pequim propôs em 4 de abril uma tarifa de 25% sobre as cargas norte-americanas, mas as compras de curto prazo “secaram” desde a semana passada, já que o maior importador mundial enfrenta demanda fraca em um momento de oferta local abundante, disseram fontes.

“Toda a compra de pânico que vimos no início de abril foi reduzida”, disse um operador de uma trading internacional que administra instalações de processamento de oleaginosas na China. “A demanda por farelo de soja é muito lenta, já que os produtores de suínos estão com prejuízos. Muito poucos acordos foram assinados desde a semana passada para a soja brasileira relacionados a remessas próximas”, acrescentou.

As fontes recusaram-se a ser identificadas, pois não estavam autorizadas a falar com a mídia.

A China importa mais de 60% da soja comercializada em todo o mundo, esmagando-a para fabricar óleo de cozinha e rações para animais. Já o Brasil é o maior exportador global da oleaginosa.

O prêmio para a soja brasileira, incluindo o frete e cotado na China, caiu para US$ 94 a tonelada ante o contrato para julho na Bolsa de Chicago, após atingir US$ 160 em abril.
O prêmio varia tipicamente de US$ 50 a US$ 60 por tonelada nesta época do ano.
No mês passado, Pequim ameaçou impor uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de soja e sobre uma série de outros produtos dos Estados Unidos em retaliação às ações comerciais tomadas pelo presidente Donald Trump.

As exportações brasileiras também foram atingidas, à medida que os compradores europeus e outros asiáticos se voltaram para o fornecimento mais barato dos EUA.
No entanto, a queda na demanda chinesa no curto prazo por grãos brasileiros é vista apenas como temporária, já que os preços das cargas do país sul-americano devem cair, uma vez que a safra recorde deste ano está praticamente toda colhida.

O Brasil está colhendo uma safra de mais de 119 milhões de toneladas, aumentando as expectativas de exportações mais fortes, com a consultoria Céleres estimando que as vendas ao exterior para um recorde de 72 milhões de toneladas.

Mas os compradores chineses não se afastaram dos embarques de junho a julho, com a demanda por outros meses também robusta. Importadores encomendaram 20 cargas na semana passada para embarque em agosto, disseram operadores.

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