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DC Turismo

30/12/2016

Circuito Serras de Ibitipoca é caso de sucesso

Daniela Maciel
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Circuito Serras do Ibitipoca, o mais visitado de Minas Gerais, ganha roteiro voltado para o cicloturismo/Divulgação
Braço responsável por levar a política de regionalização do turismo aos municípios, os circuitos turísticos fazem a articulação entre comunidade, trade e órgãos públicos. Atores da nova política de inserção dos parques estaduais no turismo do Estado, os circuitos comemoram a institucionalização do diálogo entre a Secretaria de Turismo (Setur) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF).

O Circuito Turístico Serras de Ibitipoca, na Zona da Mata, é, talvez, o caso de maior sucesso de integração entre o parque estadual e o trade turístico. De acordo com o gestor do circuito, Márcio Lucinda, o turismo na região começou por causa do parque. O circuito reúne os municípios de Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Lima Duarte, Olaria, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Rita de Ibitipoca e Santana do Garambéu.

“O parque é o grande atrativo indutor da nossa região. As pessoas começaram a chegar para conhecê-lo e foi daí que empreendedores começaram a investir para criar e oferecer infraestrutura para os turistas. Hoje, a procura é maior que a capacidade do parque para receber. O limite são 1,2 mil visitantes por dia”, explica Lucinda.

Para ele, os primeiros resultados já começaram a aparecer, com o convite para que o circuito faça parte do Conselho Administrativo do Parque. O objetivo da integração é fazer com que todos os municípios do circuito consigam se apropriar do potencial de desenvolvimento turístico da região. Para isso está sendo reivindicada a abertura da portaria norte do parque.

“Nosso desejo é conciliar preservação e uso público do espaço e para isso o alinhamento entre Setur e IEF é fundamental. O turista é o grande fiscal das áreas naturais. Ele cuida e denuncia o que existe de errado, coisa que, muitas vezes, a própria população se sente intimidade em fazer. O Parque do Ibitipoca é, hoje, o mais visitado do Estado. A abertura do acesso norte distribuiria melhor o fluxo de visitantes dentro do parque e na região”, aponta do gestor do Circuito Serras do Ibitipoca.

O Parque Estadual do Rio Doce vive uma situação diferente. Com cerca de 130 mil visitantes ao ano e potencial estimado para receber até 1,5 milhão de pessoas em 12 meses, tem o seu principal gestor, Vinícius de Assis Moreira, também membro da diretoria do Circuito Mata Atlântica de Minas. Fazem parte do circuito: Açucena, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Marliéria, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata e Timóteo.

“Vejo essa ação conjunta entre Setur e IEF uma das maiores oportunidades que já tivemos na perspectiva da conservação das unidades e do fomento ao turismo regional. Aqui no Rio Doce já temos fluxo turístico, mas ainda faltava sinergia entre os órgãos públicos estaduais. Faltava ordenamento e gestão e isso só pode ser aplicado pelos circuitos. Quando cheguei ao parque percebi isso e procurei o circuito. Essa é uma luta de 10 anos que vem mostrando resultados”, comemora Moreira.

Dentro do Circuito Turístico das Grutas existem três unidades de conservação: o Parque do Sumidouro e os monumentos naturais Gruta Rei do Mato e Gruta do Maquiné. Compõem o circuito as cidades de Caetanópolis, Capim Branco, Cordisburgo, Jequitibá, Lagoa Santa, Paraopeba, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Vespasiano.

Segundo a presidente do circuito, Adriana Ferreira da Cruz, a abertura e estruturação dos parques é fundamental para que outros atrativos também possam ser conhecidos e visitados. “Temos uma cultura, uma história extremamente ricas, que complementam a visitação aos patrimônios naturais. O sucesso desse projeto é de nosso total interesse”, afirma Adriana Ferreira da Cruz.

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