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19/05/2017

Coinaction representará o País em evento em Dubai

Da Redação
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Quem tem parentes ou amigos que mora fora do Brasil, sabe bem a dor de cabeça que é enviar ou receber dinheiro do exterior. Além de demorar dias, o processo legal de transações bancárias para além da fronteira nacional é uma modalidade burocrática e exige que as duas partes (remetente e beneficiário) paguem pelo serviço. Isso sem falar das tarifas diferenciadas cobradas por cada agência. Foi pensando nesse problema que a startup mineira Coinaction, uma das 35 participantes na segunda fase do Fiemg Lab, criou uma solução simples e barata para a transferência internacional de moedas.

A alternativa encontrada pela startup permite que o usuário se conecte a uma rede global de operadores de bitcoins (dinheiro virtual) com a moeda local (real, dólar, euro etc.). Uma das principais vantagens oferecidas por esse tipo de operação é a possibilidade de economia, uma vez que as transações podem atingir um custo menor de até 20%. Além disso, funciona com mais rapidez em relação às transações bancárias.

Por causa da iniciativa, a Coinaction foi selecionada pelo governo dos Emirados Árabes Unidos para representar o Brasil na Smart Dubai Office & 1776 Blockchain Challenge 2017. O evento é uma disputa entre as 20 empresas líderes mundiais na aplicação da tecnologia “blockchain” - sistema de registros responsável pela segurança das operações realizadas por bitcoins.

Desafio - A competição ocorrerá em Dubai no dia 30 de maio. A ideia, promovida pelo primeiro-ministro e vice-presidente do país, sheik Mohhamed bin Rashid Al Maktoum, é fazer com que Dubai se torne até 2020 a primeira cidade do mundo gerenciada por blockchain. Na disputa, a Coinaction será representada pelo CEO e economista mineiro Antônio Hoffert.

Assim como as 19 empresas concorrentes, a startup brasileira terá que cumprir três tarefas: aumentar a eficiência do governo por meio da implementação de blockchain nos serviços públicos, criar uma indústria com base no sistema e recrutar lideranças globais na área. O megaevento é uma oportunidade para as startups apresentarem suas patentes tecnológicas a chefes de fundos de investimentos globais e governantes.

Além da premiação em dinheiro, as empresas vencedoras da competição poderão participar ativamente do processo de desenvolvimento tecnológico de um dos países mais ricos do mundo, conhecido pela arquitetura futurista. No último ranking divulgado pela Global Financial Magazine, em 2016, Dubai ocupava a sétima posição com um PIB per capita de US$ 65.037.

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