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Economia

14/06/2018

Comércio de Minas cresce 5% em 12 meses e 1% em abril

Setor automotivo puxou o resultado
Ana Carolina Dias
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Grupo formado por veículos, motocicletas, partes e peças apurou alta de 51,8% em abril em relação ao mesmo mês de 2017/Alisson J. Silva
O comércio varejista em Minas Gerais cresceu 1% em abril deste ano na comparação com março e o resultado, que deixou o Estado na oitava posição nacional, vem após o avanço de 0,9% no volume de vendas registrado na passagem de fevereiro para março.

Levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou ainda que, no acumulado de doze meses, Minas alcançou o 12º resultado positivo consecutivo após 23 meses de recuos, com avanço de 5%.

Dois setores contribuíram para essa elevação, de acordo com a pesquisa. Por ser uma atividade forte na economia mineira, o grupo formado por veículos, motocicletas, partes e peças foi responsável pelo maior impacto no indicador, com variação de 51,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os materiais de construção apresentaram uma variação de 17,8% em relação a abril de 2017 e também contribuíram para alavancar o volume de vendas no Estado.

Para a supervisora de pesquisas econômicas do IBGE em Minas Gerais, Cláudia Pinelli, o resultado tem relação com a leve recuperação observada na indústria automotiva, uma vez que o aumento da demanda tem puxado o crescimento da oferta. No entanto, ainda há cautela em relação ao setor da construção, que ainda não conseguiu demonstrar uma recuperação relevante, além de incertezas para os próximos meses devido aos reflexos da paralisação nacional dos caminhoneiros.

“O indicador registra vendas da construção tanto para empresas quanto para as famílias. Então, ainda é preciso acompanhar os indicadores da indústria da construção para saber a fonte desse aumento. Com o panorama da greve dos caminhoneiros, provavelmente os resultados não vão se manter. Por isso, temos que aguardar qualquer indicação para os próximos meses”, explicou.

Apesar do recente comportamento positivo do varejo, houve recuperação apenas de parte das perdas registradas nos últimos anos e o comércio varejista ainda se encontra 6% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014. “As perdas acumuladas no final de 2014 e no início de 2015 foram muito elevadas, principalmente pelos setores de veículos e material de construção que, nos últimos anos, contribuíram de forma forte para o decréscimo no indicador. Os números atuais ainda não são suficientes para atingir a recuperação da crise”, afirmou Pinelli.

O levantamento indicou ainda que o volume das vendas nacionais em abril deste ano ganhou ritmo em uma trajetória de recuperação, tanto devido à expansão de 1% frente ao mês imediatamente anterior como no predomínio de taxas positivas entre as atividades. Além disso, o saldo do varejo no País foi positivo nos quatro primeiros meses de 2018 com ganho de 3% frente ao patamar registrado em dezembro de 2017.

Na Capital - Em Belo Horizonte, o comércio alcançou mais um resultado positivo em abril. Segundo dados divulgados ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas registraram crescimento de 2,32%, a primeira alta na base de comparação desde 2013. Nesta base de comparação, todos os setores apresentaram crescimento nas vendas, sendo que os supermercados tiveram o melhor desempenho, com alta de 6,63%, seguido por veículos e peças (+4,13%) e material elétrico e de construção (+3,34%).

O vice-presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, atribui o crescimento, principalmente, à melhora dos indicadores econômicos como redução da inflação, da taxa de juros e o crescimento do rendimento real que aumentaram o poder de compras dos consumidores. Além disso, Silva ressaltou que o aumento lento da empregabilidade e a retomada de investimentos de forma cautelosa por parte das empresas também contribuíram para o resultado.

“A melhoria da economia que vinha, desde o final do ano anterior, crescendo gradativamente, somada à expectativa de bons negócios para o começo deste ano influenciaram as vendas do comércio. Esse cenário e um controle de decisões políticas que fizeram a macroeconomia seguir um caminho certo foram responsáveis pela positividade dos números no período”, afirmou.

A pesquisa mostrou que, em relação a março de 2018, as vendas caíram 0,87%. No entanto, o percentual de queda foi o menor já registrado desde 2015 e as vendas no acumulado do ano registraram alta de 2,78%. Foi o primeiro crescimento nesta base de comparação também desde 2015.

Para os próximos meses, segundo Silva, a expectativa é otimista, especialmente em maio devido às vendas do Dia das Mães. No entanto, o vice-presidente da CDL/BH ressaltou que a paralisação nacional dos caminhoneiros deve influenciar os resultados. “A expectativa é excelente por termos a segunda melhor data de vendas, mas tivemos um prejuízo com a paralisação dos caminhoneiros que trouxe um impacto negativo para as empresas. De qualquer forma esperamos melhora em maio, que poderia ser melhor, mas será prejudicado pela greve”, disse.

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