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Economia

10/02/2018

Comércio mineiro cresce 5% em 2017 após dois anos de queda

Em 2015 retração foi de 1,9% e, em 2016, de 1,6%
Gabriela Pedroso
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Entre os setores que mais contribuíram está o de produtos alimentícios, com alta de 13,2%/Alisson J. Silva
Após dois anos consecutivos de queda, o comércio mineiro reagiu em 2017 e voltou a registrar crescimento. No último ano, fatores como a baixa inflação, o recuo da taxa básica de juros (Selic) e o menor nível de desemprego contribuíram para aquecer o consumo no Estado, que viu as vendas do varejo aumentarem 5,0%, na comparação com 2016. A última vez que o setor em Minas Gerais havia apresentado resultado positivo foi em 2014 (2,7%); 2015 e 2016 foram marcados por retrações de 1,9% e 1,6%, respectivamente.

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, por trás da alta no ano, apareceram, principalmente, os segmentos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (elevação de 13,2%), tecidos, vestuário e calçados (32,5%) e eletrodomésticos (10,9%). O analista financeiro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Juan Moreno, destacou ainda o papel do próprio varejo como agente no processo.

“Esses setores, quando a economia dá uma melhorada, tendem a crescer. No caso dos supermercados, o aumento tem relação com a alimentação, que teve deflação em 2017 e influenciou as vendas. Já os eletrodomésticos e vestuário têm ligação com a renda, que teve melhora em relação aos anos anteriores. O comércio também buscou fazer mais liquidações e promoções, e isso ajudou a aquecer o setor”, avalia Moreno.

A expansão nas vendas estaduais foi superior à média nacional, que apurou uma elevação de 2,0% no último ano. Para o analista financeiro da Fecomércio-MG, o cenário ainda não é o desejado, mas o crescimento do setor é um ponto favorável à recuperação da economia.
“Em 2017, as coisas evoluíram melhor na questão do emprego - o desemprego continua alto, mas não aumentou -, a renda deu uma melhorada, a inflação caiu e isso tudo puxa o consumo. A evolução da economia no Brasil não foi a ideal, mas foi melhor. E os setores de comércio e serviços são os primeiros a sentir essa melhora”, explica o especialista.

No confronto entre dezembro do ano passado e igual período de 2016, o volume de vendas do varejo mineiro seguiu o mesmo caminho e avançou 8,4%, também acima do indicador do País, que fechou em 3,3%. No Brasil, das 27 unidades federativas, 17 tiveram crescimento nessa base.

Assim como no ano, os segmentos que se destacaram no Estado em dezembro foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (22,5%), tecidos, vestuário e calçados (40,3%) e eletrodomésticos (2,4%).

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Black Friday
- Já na passagem de novembro para dezembro, a Black Friday acabou interferindo no desempenho do comércio mineiro no último mês de 2017, que teve vendas 2,4% menores. No Brasil (-1,5%), apenas a Paraíba (1,2%) verificou elevação nesse tipo de comparação. “Nos últimos anos, criou-se no País uma cultura da Black Friday, que tem puxado as vendas do Natal de dezembro para novembro. As pessoas têm optado por antecipar as compras, o que vem diluindo as margens de dezembro”, destaca Moreno.

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