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Agronegócio

14/04/2018

Com planos de expansão, startup mineira Agrosmart mira a América Latina

Empresa já negocia, inclusive, com clientes do Peru e da Colômbia
Mara Bianchetti
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Raphael Pizzi (esquerda): já exportamos sistemas para o Peru e a Colômbia/Agrosmart/Divulgação
Depois de ter faturado R$ 2,5 milhões em 2017, um montante quatro vezes maior frente ao registrado em 2016, a startup mineira Agrosmart começou 2018 com planos audaciosos visando ao mercado internacional e pretende fatuarar R$ 10 milhões. Com três anos e meio de atuação, a empresa, especializada em soluções tecnológicas para a agroindústria, chegou ainda no ano passado aos Estados Unidos e agora já negocia com clientes do Peru e da Colômbia, reafirmando seu foco na América Latina.

As informações são do cofundador da Agrosmart, Raphael Pizzi. Segundo ele, outros continentes, como Europa e África, também já estão no radar da empresa, mas ainda dependem de um parceiro para consolidar a atuação. “Por se tratarem de regiões mais distantes, com outros climas e costumes, pretendemos atuar nesses locais por meio de parceiros técnicos e comerciais, e isso ainda vai demandar tempo. Mas já recebemos contatos e demandas de alguns países que falam a língua portuguesa”, revelou.

A abertura da filial nos Estados Unidos, conforme Pizzi, ocorreu mais no sentido da captação de recursos e na importação e exportação de tecnologias. A filial atende contas globais com soluções corporativas. A mesma estratégia será utilizada nos países da América Latina que a empresa pretende atingir ainda neste exercício.

“Já estamos exportando os primeiros sistemas para produtores do Peru e Colômbia, áreas que percebemos ter bastante carência tecnológica voltada para o setor. Sem contar que possuem climas bem semelhantes ao do Brasil e a proximidade geográfica, que facilita a logística”, explicou Pizzi. Segundo o empresário, a startup tem participado de feiras nesses países, como forma de difundir e divulgar seus produtos.

Projetos - Além do Peru e da Colômbia, a Agrosmart pretende chegar também ao México, Chile e Argentina. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de se consolidar como principal plataforma de agricultura digital na América Latina, para atender a demanda por um novo patamar de produtividade por meio de ferramentas digitais na agricultura.

A expansão está focada no segmento que fornece soluções diretamente para o produtor rural. “Ainda não fechamos nossas metas para os próximos exercícios, mas estimamos que, entre 2019 e 2020, de 20% a 30% do nosso faturamento virá de outros países”, apostou.

Produto - A Agrosmart desenvolveu uma tecnologia que, a partir da coleta de dados como temperatura, umidade, direção do vento e índice de radiação, consegue prever cenários ideais e recomendar as melhores decisões para o agricultor. Por meio de um software, o produtor pode acompanhar a situação de fora das lavouras em tempo real.

Esses dados são coletados por meio de sensores instalados nas plantações e cruzados com imagens de satélite. Dessa maneira, a startup oferece recomendações aos produtores sobre ações como irrigação, combate a pragas e hora da colheita. Atualmente, 90% da receita vêm do produto para irrigação, enquanto as demais áreas representam 10% dos negócios da companhia.

Pizzi lembrou que, com o sistema, o produtor é alertado sobre os riscos de doenças, previsão de tempo e tem recomendada a lâmina ideal para irrigação a ser utilizada, definindo exatamente o quanto de água tem de ser aplicado em determinada plantação. “Tais soluções tecnológicas permitem a redução de custos e promovem o ganho de tempo, receita e produtividade”, concluiu.

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