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Finanças

19/08/2017

Commodities impulsionam o Ibovespa

Bolsa de valores registrou alta de 1% na sexta-feira e acumula valorização de 2,01% em uma semana
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Petrobras foi o destaque positivo da sessão, com alta de 4,21%, em função da ampliação do Repetro/Agência Petrobras
São Paulo - O bom desempenho das commodities e a melhora de humor nos mercados norte-americanos restabeleceram o apetite do investidor por risco e levaram o Índice Bovespa a uma alta de 1,09% na sexta-feira, aos 68.714,65 pontos. Na semana, o Ibovespa teve valorização de 2,01%, levando o acumulado de agosto para R$ 4,24%. Os negócios somaram R$ 9,02 bilhões no dia.

O Ibovespa já iniciou o dia em alta, apoiado nas ações de commodities, mas ampliou o ritmo à tarde, quando a cautela em Nova York deu lugar a um sentimento mais otimista. Isso porque a Casa Branca confirmou os rumores que rondavam os mercados desde cedo, oficializando a saída do estrategista-chefe da presidência dos EUA, Steve Bannon, tido como um nacionalista de direita e protecionista. Segundo analistas, a saída dele foi vista como um fator positivo para aumentar a governabilidade do presidente.

Na máxima do dia, o Ibovespa chegou aos 68.807,52 pontos (+1,22%). A valorização manteve-se firme até mesmo quando, na última hora do pregão, as bolsas de Nova York perderam fôlego e voltaram ao terreno negativo. Para sustentar o mercado brasileiro, segundo operadores, contribuiu a participação dos investidores estrangeiros. Somente na última quarta-feira, eles trouxeram mais de R$ 800 milhões à B3, levando o acumulado de agosto a R$ 2,12 bilhões.

“A alta da bolsa esteve relacionada basicamente às commodities e à redução do sentimento de aversão ao risco, que já dava sinais de melhora, mas foi ainda mais reduzido hoje”, disse Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

As ações da Petrobras foram o principal destaque do dia. Os papéis da estatal subiram 3,24% (ON) e 4,21% (PN, na máxima do dia), em boa parte influenciados pelas notícias sobre a discussão da cessão onerosa e a extensão do Repetro. Os preços do petróleo foram impulsionados por relatos não confirmados de desligamento de uma unidade de uma grande refinaria nos Estados Unidos, assim como um declínio no relatório semanal da Baker Hughes de poços e plataformas de petróleo em atividade em solo americano. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 3,00%. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o mesmo mês avançou 3,31%.

O minério de ferro também foi destaque, ao registrar uma alta de 6,81% no mercado à vista chinês (porto de Qingdao), que se estendeu pelos índices eletrônicos e favoreceu as ações dos setores de mineração e siderurgia. Vale ON subiu 1,12%, enquanto Usiminas PNA ganhou 1,01% e CSN ON, 0,99%.

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Taxas de juros - Os juros futuros estiveram em baixa ao longo de toda a sexta-feira, a partir da redução da aversão pelo risco vista no exterior, tendo ampliado a queda na última hora de negócios. As taxas acompanharam a aceleração das perdas do dólar ante o real, e fecharam perto das mínimas do dia.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (316.965 contratos) terminou em 8,05%, com mínima de 8,04%, e ajuste na quinta de 8,12%. A taxa do DI para janeiro de 2020 (138.695 contratos) caiu de 8,91% para 8,83%, com mínima de 8,81%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (276.785 contratos) terminou em 9,42%, de 9,40% na mínima e 9,52% no ajuste da véspera. Por fim, o DI para janeiro de 2023 (58.440 contratos) fechou com taxa de 10,01%, colado à mínima de 10,00%, ante ajuste de 10,14%.

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