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26/10/2017

Compass é bom de vendas não por acaso

Segundo utilitário mais emplacado do País, modelo da Jeep tem qualidades que vão além da marca
Amintas Vidal*
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Ter uma marca que é sinônimo de um produto é o sonho de qualquer empresa. Normalmente, esse patrimônio é conquistado pela qualidade do produto, mas principalmente por ele ter sido pioneiro, inventor de um novo segmento de mercado.

Marcas como Gilette, Xerox e Coca-Cola, por exemplo, são normalmente usadas por consumidores para nominar produtos que nada tem a ver com esses fabricantes. E isso acontece com a Jeep também.  

A empresa Willys Overland criou o Jeep, em 1941, para o exército americano. Em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, foi lançado o modelo civil, praticamente igual ao modelo militar. Ele fez a marca virar um substantivo, um nome genérico aplicado para quase todo carro que tivesse características off-road  de verdade.

Hoje, a Jeep pertença ao grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles), após a montadora italiana ter adquirido a americana que, por sua vez, detinha a marca desde 1987. A aquisição não poderia ser mais acertada, já que o segmento que mais cresce no mundo atualmente é o de utilitários esportivos, ou SUV, como são conhecidos os veículos com, pelo menos, algumas habilidades para o fora de estrada.

A Fiat nunca teve tradição neste segmento de mercado e, ao adquirir a Chrysler, soube usar a marca em produtos que resgataram o espírito Jeep e, ao mesmo tempo, entregaram o que o consumidor esperava.

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Mercado – No Brasil, esse resultado está na lista de veículos emplacados. De janeiro a setembro deste ano, o Jeep Compass é o segundo SUV mais vendido, com 34.526 emplacamentos, ficando atrás do Honda HRV por apenas 400 unidades.

O Jeep Renegade, modelo menor que o Jeep Compass, fecha esse pódio com 28.549. Eles são o 8º, 11º e 15º colocados da lista que inclui todos os segmentos. Não podemos esquecer que na fábrica da Jeep também é produzida a picape Fiat Toro que, neste mesmo período, emplacou 38.425 unidades.

Este número a coloca como a líder da categoria de comerciais leves e a expressiva posição de 12º veículo mais vendido do Brasil no acumulado desses nove meses. Os dados acima foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Os números de mercado do Jeep Compass são mais impressionantes ainda se considerarmos que ele é um modelo de tamanho médio, tem preço inicial acima dos R$ 107 mil e está deixando para trás pelo menos oito utilitários compactos nacionais, além do já mencionado “irmão”, o Renegade.

DC Auto recebeu o Jeep Compass para avaliação na versão Longitude Flex. Ela é equipada com motor 2.0, câmbio automático, tração 4x2 e tem uma boa lista de equipamentos de série. Rodamos aproximadamente 350 km em rodovias e na cidade. Foram 40 km em estrada de terra. Nossa experiência foi suficiente para entendermos o motivo do seu sucesso.

O Jeep Compass tem um pouco mais de espaço para os passageiros da frente e ainda mais para os do banco de trás, quando comparado ao Renegade. Para a bagagem, a diferença também é grande, são 280 litros de capacidade contra 410 litros do Compass.

Em acabamento eles nem distanciam muito, pois as peças são bem fabricadas e montadas e ambos têm superfícies macias ao toque. Detalhes cromados e outros pintados são encontrados nos dois modelos que compartilham diversas peças como o volante, alavancas e alguns botões.

O que mais difere é o estilo do painel, mais “Jeep” no Renagade e mais “SUV” no Compass. Essa última diferença eles também apresentam no design exterior: o Renegade foi inspirado no Jeep Wrangler, o verdadeiro herdeiro do lendário Jeep 41 e o, Compass, foi inspirado no Grand Cherokke, considerado o primeiro “utilitário moderno” do mundo.

Um estilo mais desejado, e o maior espaço interno, podem explicar, em parte, porque o Compass vende mais que o Renegade. Mas o que ele entrega a na comparação com tantos outros concorrentes, mais baratos, e que justifique as suas vendas serem melhores, é o que veremos a seguir.

*Colaborador

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