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21/05/2018

Comunidade sustentável e a relação com a tecnologia

Daniela Maciel
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Na última edição do Diálogos DC, realizada em abril, o tema foi “Igualdade de Gênero & Cidades Sustentáveis”. Uma comunidade sustentável deve ter uma boa relação com a tecnologia, sendo também uma “cidade inteligente” ou, em inglês, uma smart city.

Segundo a União Europeia, Smart Cities são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. De acordo com o Cities in Motion Index, do Iese Business School na Espanha, dez dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

Belo Horizonte tem evoluído e apresentado algumas características que a colocam em condição de vanguarda neste assunto no Brasil. Por isso, recebe, no dia seis de junho, o Encontro Regional Sudeste sobre Smart Cities. O evento tem como objetivo encontrar soluções inovadoras com foco em cidades mais inteligentes e conectadas e, por meio do Ranking Connected Smart Cities, realizado pela Urban Systems e a Sator, que permite apresentar e discutir as melhores práticas com foco no desenvolvimento de ações e mecanismo transformadores das cidades.

O evento conta com a participação de especialistas em smart cities, empresas, entidades e governo, permitindo que o poder público avalie as melhores práticas de cidades inteligentes e, consequentemente, possa desenvolver ações que potencializem ainda mais os pontos fortes alcançados no Ranking Connected Smart Cities. O Encontro é dedicado a gestores públicos e privados, pesquisadores e entidades que se interessam pelo tema e acontece no Auditório da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH), no hipercentro. As inscrições podem ser feitas no endereço http://www.connectedsmartcities.com.br/inscricoes-encontro-regional-sudeste/.

De acordo com a idealizadora do Connected Smart Cities e diretora-executiva da Sator, empresa organizadora do evento, Paula Faria, o encontro é um preparatório para a edição nacional que acontece em São Paulo, em setembro. Já foram realizados quatro encontros: Regional Sul, em Florianópolis (SC), Regional Nordeste, em Salvador (BA), e Regional Centro-Oeste, em Brasília (DF).

“Os encontros regionais são para discutir as questões daquela região. É a primeira vez que vamos fazer em BH, que é a nossa parceira para a região Sudeste. A cidade tem algumas características importantes e, como diferencial, uma equipe muito capacitada e envolvida para tornar a BH uma cidade inteligente. Eles estão liderando uma série de atividades com esse objetivo de maneira que elas perdurem para os próximos governos”, explica Paula Faria.

Classificação - Além de considerar os conceitos de cidades inteligentes, como tecnologia, meio ambiente e sustentabilidade, o ranking considera conceito de conectividade, investimentos em saneamento, importância da educação na formação e reprodução dos potenciais das cidades e sustentabilidade econômica. Feito com o objetivo de mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil, por meio de indicadores que retratam inteligência, conexão e sustentabilidade, o ranking é composto por indicadores de 11 principais setores.

Belo Horizonte se destaca entre as cidades brasileiras¸ por exemplo, por ser um polo de conhecimento, concentrando 62 instituições de ensino superior, além de possuir um dos maiores parques tecnológicos do País. Já no Ranking Connected Smart Cities Nacional, a Capital está na quarta colocação, sendo a primeira colocada em Meio Ambiente, segunda em Saúde e Urbanismo, quinta em Empreendedorismo e Mobilidade e Acessibilidade.
No Geral a cidade subiu uma posição em relação ao ano de 2016. Em “Empreendedorismo” passou de 8º para 5º. E a melhoria mais expressiva foi em “Urbanismo”, saltando de 22º para 2º entre 2016 e 2017.

Não é só Belo Horizonte que se destaca no Ranking Connected Smart Cities. Curvelo, na região Central, manteve o 10º lugar que tinha em 2016, no quesito “Mobilidade e acessibilidade”. Patos de Minas, no Alto Paranaíba, saltou do 36º lugar em 2016, para o 7º lugar em 2017, em “Urbanismo. Uberlândia, no Triângulo; e Viçosa, na Zona da Mata, ostentam o 9º e 10º lugares, respectivamente, em “Educação”. No item “Segurança”, aparecem em 4º lugar, Mariana, na região Central, e em 8º Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

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