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Economia

17/02/2017

Confiança da indústria mineira registra alta

Icei é o maior desde maio de 2013
Gabriela Pedroso
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Percepção dos empresários em relação ao ambiente de negócios evoluiu/Divulgação
Após um longo período com a confiança em baixa em função das crises econômica e política do País, o ano de 2017 parece começar a consolidar o otimismo que vinha faltando à indústria mineira. Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de Minas Gerais subiu 3,9 pontos e fechou em 53,3 pontos, apontando satisfação por parte do setor. O valor foi o maior apurado desde maio de 2013. No Brasil, o índice ficou em 53,1 pontos.

Na comparação com os últimos três anos, 2017 já apresenta o melhor início de ano em termos de confiança da indústria local, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), responsável pela elaboração do indicador. O sentimento de maior credibilidade apurado entre os empresários das grandes e médias empresas ajuda a explicar a evolução do Icei.

A economista da Fiemg, Annelise Fonseca, avalia que o otimismo é reflexo das medidas que vêm sendo adotadas pelo governo federal na tentativa de impulsionar a retomada do crescimento econômico do País. As ações, na percepção da especialista, têm influenciado no componente de expectativas, que apontou satisfação pelo segundo mês consecutivo (56,6 pontos) e alavancou a confiança da indústria em fevereiro. Na pesquisa, os índices variam de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam empresários otimistas e abaixo pessimistas.

Entre os principais estímulos econômicos, Annelise cita a queda da inflação, os cortes efetuados na taxa básica de juros – Selic –, além do encaminhamento de propostas de reformas, como a da Previdência e a trabalhista, ao Poder Legislativo.

“Apesar de não perguntarmos na pesquisa a motivação, podemos dizer que o que pode ter influenciado para que o índice de expectativas fosse positivo foram as reduções recentes na taxa Selic, a ancoragem da inflação, agora estabilizada próximo da meta, e as propostas de reforma que já estão no Congresso. Esses três fatores podem estar influenciando para dar mais confiança ao empresário”, analisa a economista.

Os empresários se mostram com boas expectativas para os próximos seis meses tanto em relação à própria empresa (58,7 pontos) quanto à economia nacional (54,0 pontos). No que diz respeito à economia mineira (49,5 pontos), o indicador registrado ainda sinaliza cautela por parte do setor. Na análise por porte, todas as indústrias apresentam-se otimistas, com destaque para as grandes (59,2 pontos).

O outro componente do Icei, o indicador de condições atuais de negócio, ainda permaneceu em patamar pessimista em fevereiro, com 45,6 pontos, mas, no confronto com janeiro, teve considerável alta de 4,2 pontos. A percepção dos empresários em relação ao ambiente de negócios registrou evolução em todos os aspectos: economia brasileira (44,7 pontos), economia do Estado (40,1 pontos) e empresa (47,0 pontos).

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Cautela - A economista da Fiemg adota cautela ao comentar a melhora dos indicadores e pondera que, até mesmo pelo comportamento do Icei nos últimos meses, ainda não dá para se afirmar que há uma retomada da confiança no Estado.

“Como o Icei ficou bem oscilante nos últimos meses, ainda acho arriscado falar em retomada da confiança. Vamos dizer que em fevereiro os empresários mostraram confiança, mas não posso dizer que isso é uma tendência. De fato, o indicador é positivo, mas a gente ainda não pode dizer se ele vai se sustentar diante do histórico de oscilações”, destaca.

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