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Negócios

12/10/2017

Conjunto da Pampulha já pode virar grife

TerraTile, a primeira a atender as exigências do edital, vai produzir - sob demanda - azulejos
Daniela Maciel
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A cerâmica, inspirada nos azulejos que adornam o Conjunto Arquitetônico, será produzida em pequenos volumes/Pedro Gontijo/Divulgação
A beleza e importância histórica do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2016, como Patrimônio Cultural da Humanidade, já pode se transformar em uma grife para uma série de produtos.

O primeiro que atendeu as exigências do edital de licenciamento do uso da marca Pampulha em breve poderá ser encontrado em casas, apartamentos e edificações públicas de todo o mundo: uma série de azulejos, desenvolvidos pelo designer Gustavo Greco e produzidas e comercializadas pela TerraTile.

A cerâmica, inspirada nos azulejos que adornam o Conjunto Arquitetônico, será produzida em pequenos volumes, sob encomenda, em Belo Horizonte. De acordo com o diretor da TerraTile, João Grillo, esse é um projeto que pretende revalorizar a tradição do uso dos azulejos como revestimento de fachada.

“O Gustavo (Greco) nos procurou porque sabia da nossa capacidade produtiva para pequenos volumes. Essa é uma proposta inteligente porque resgata um pouco da azulejaria que foi muito usada naquele período da Capital. A cidade pode usar mais isso na atualidade. Vamos agora fazer um trabalho de apresentação e sensibilização junto aos escritórios de arquitetura”, explica Grillo.

A TerraTile, instalada no Carmo, na região Centro-Sul, está no mercado há 32 anos, trabalhando com revestimentos de materiais diversos, selecionados em diferentes lugares. “Buscamos trabalhar com produtos que somem design e qualidade. Todo objeto que trabalha com o conceito de arte é feito para durar. Esse projeto cabe nesse conceito. O azulejo passou a ser usado nas fachadas no Brasil. Em Portugal só era usado internamente. Esse novo uso é uma invenção e uma contribuição brasileira que hoje é repetido em todo o mundo. Podemos reavivar essa tradição aqui em Minas”, avalia o empresário.

De acordo com o presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Aluizer Malab, o licenciamento da marca é um importante mecanismo de fomento ao setor, possibilitando maior projeção à marca da cidade, por meio da Pampulha. “Produtos comerciais com esta marca vão fortalecer ainda mais a imagem de Belo Horizonte, por meio de um dos nossos principais atrativos turísticos, o Conjunto Moderno da Pampulha. Além disso, gera negócios e fomenta a cadeia produtiva da cidade. Nossos atrativos têm muito potencial de exploração comercial. Licenciando nossas marcas, divulgamos e geramos receita através dos royalties. Temos muito a avançar neste sentido”, afirma Malab.

A marca poderá também ser utilizada em produtos de diversos segmentos como vestuário, calçadista e acessórios, materiais de escritório, souvenir, artigos para recreação, literário e impressos, eletrodomésticos e eletrônicos, bijuterias e joias, roupa de cama, mesa e banho, mobiliário e decoração, aplicativos e jogos eletrônicos, alimentos e bebidas, entre outros. A Marca Pampulha tem em seu conceito a relação das formas geométricas presentes em seus equipamentos e que compõem os três principais elementos do Conjunto Moderno: a arquitetura de Niemeyer, o paisagismo de Burle Marx e o espelho d’água da Lagoa da Pampulha. O resultado dessa integração foi a criação de uma tipografia, revelando a palavra Pampulha quando aplicada em conjunto, unindo arquitetura (quadrado), paisagismo (círculo) e espelho d’água (um quarto de círculo).

O edital será mantido aberto até o dia 29 de dezembro. Os interessados podem solicitar o documento pelo e-mail licitações.belotur@pbh.gov.br ou pessoalmente junto à Comissão Permanente de Licitação da Belotur (Rua da Bahia, 888, 6º andar).

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