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Economia

17/05/2018

Consumo deve recuar 0,2% no Estado em 2018

Queda é justificada pela migração negativa entre as classes sociais e pelo fechamento de empresas
Ana Amélia Hamdan
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A Classe B diminuiu 0,2% e teve perda de potencial de consumo de 1,5%/Charles Silva Duarte
Na contramão do que está projetado para ocorrer no País neste ano, o consumo das famílias em Minas deve ter ligeira queda. Segundo o estudo IPC Maps 2018, divulgado ontem, no Estado o nível de consumo deve cair 0,2%, enquanto no Brasil a projeção é de crescimento de 3% no comparativo com o ano passado. Em 2017, o potencial consumidor de Minas representava 10,2% do total nacional, índice que passou a 10% neste ano. “Isso representa menos dinheiro no bolso do mineiro”, disse o diretor da empresa IPC Marketing Editora e responsável pelo estudo, Marcos Pazzini.

A previsão é de que, no País, os consumidores movimentem R$ 4,4 trilhões em 2018, estimando-se a inflação IPCA de 3,70%, com incremento de R$ 240,7 milhões no comparativo com o ano anterior. Em Minas, devem ser movimentados R$ 444,4 bilhões. Em 2017 foram R$ 429,1 bilhões. O incremento em valores absolutos se deve à inflação e a outros fatores.

Segundo Pazzini, a queda no potencial de consumo das famílias em Minas ocorre pela migração negativa entre as classes sociais e pelo fechamento de empresas. Enquanto no País houve um aumento de 0,15% no número de empresas, em Minas houve redução de 1,49%. Analisando comparativamente 2017/2018, o Estado perdeu 31.805 unidades empresariais, incluindo serviços e comércio. “Com o fechamento de empresas, a tendência é menor geração de empregos, o que afeta o consumo”, explica.

Quanto à migração de classe social, o levantamento mostra, em Minas, um aumento de 0,1% de domicílios nas Classes D e E, sendo que essas pessoas perderam 0,5% no valor de potencial de consumo. “Esse aumento na base da pirâmide não é positivo, pois a migração ocorre de pessoas que estavam nas classes acima”, diz. A Classe C manteve o mesmo patamar, mas teve perda de 0,3% em poder de consumo. A Classe B diminuiu 0,2% e teve perda de potencial de consumo de 1,5%. A Classe A cresceu 0,2% e seu poder de consumo aumentou 0,5%.

Na avaliação de Pazzini, dados que indicam melhoria do cenário econômico, como queda da inflação e redução de juros, ainda não impactaram o potencial de consumo das famílias mineiras.

Ainda assim, Minas é o segundo Estado do País em consumo, com São Paulo ocupando a primeira posição. Belo Horizonte é a quarta capital, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Entre os 100 municípios do País que mais consomem, aparecem as cidades mineiras de Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora, Uberaba, Betim, Divinópolis e Montes Claros. Pazzini explica que fazem parte do ranking localidades com maior concentração de população e empresas. “Esse conjunto gera um nível de consumo mais elevado”, disse.

O trabalho concluiu, ainda, que, o fenômeno da interiorização, em crescimento desde 2015, começa a perder força: no País, de 55% em 2017, cai para 54% neste ano. Ganham força as capitais e regiões metropolitanas, cuja evolução é da ordem de 45% para 45,8%.
Em Minas, o consumo anual per capita da população urbana é de R$ 22.877,54, enquanto o da população rural é de R$ 10.438,71. No Brasil, esses valores são, respectivamente, R$ 23.365,89 e R$ 9.511,79.

Gastos - De maneira geral, boa parte desse valor – cerca de 27% – é gasto com itens básicos para manutenção do lar, como aluguel, luz, água e impostos. Os demais itens também são básicos, como alimentação, transportes e vestuário.  “Há um peso muito forte das despesas básicas no orçamento doméstico. Então fica difícil comprar uma TV nova ou trocar o carro”, diz Pazzini.

O levantamento considera a análise do PIB sob a ótica da demanda com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir daí é isolado o valor do consumo das famílias e é feita a projeção para 2018 levando-se em conta o comportamento da economia, a inflação e a migração entre as classes sociais.

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