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Agronegócio

07/02/2018

Consumo de café no Brasil sobe 3,3% em 2017

Segundo pesquisa, expectativa é de que o patamar de crescimento seja mantido nos próximos anos
Michelle Valverde
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A melhoria da qualidade estimula a maior demanda/Divulgação
Com índice de crescimento acima do nível mundial, o Brasil vem se mantendo como o segundo maior consumidor de cafés do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Enquanto no mundo a média de consumo da bebida cresce entre 1,5% e 2% ao ano, no País, nos últimos anos, o aumento tem ficado acima de 3%. A melhoria da qualidade, a grande variedade de cafés e as formas diferenciadas de consumo são fatores que estimulam a maior demanda, o que é importante para todo o setor cafeeiro. Mesmo em período de crise econômica e elevada taxa de desemprego, o que reduz a renda das famílias, em 2017, o consumo nacional de café cresceu 3,3% e alcançou 21,99 milhões de sacas de 60 quilos. A tendência é de evolução contínua do consumo.

De acordo com o relatório da pesquisa “Tendências do Mercado de Cafés”, elaborado pela Euromonitor Consulting, com patrocínio da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a expectativa é de que o consumo de café mantenha o crescimento acima de 3% nos próximos anos.

Enquanto em 2017 o consumo cresceu 3,3% e alcançou 21,99 milhões de sacas de café, para 2018 a estimativa é crescer pelo menos 3,6%. Mantendo o ritmo, a expectativa é chegar a 2021 com uma demanda interna de 25 milhões de sacas, volume muito próximo aos 25,8 milhões de sacas consumidos nos Estados Unidos. 

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, destaca que mesmo com a crise econômica e o maior comprometimento da renda da população, a demanda pelo café se manteve firme nos últimos anos. Até mesmo o consumo da bebida de qualidade superior, que possui maior valor agregado, foi impulsionado.

Segundo Herszkowicz, “o consumo de café tem mostrado uma resistência surpreendente frente as crises econômicas”. Ele explica que em 2016, considerado o pior ano para o setor nos últimos períodos, foi constatado um aumento de consumo em torno de 3,5%, somando 21,2 milhões de sacas. No período, a seca registrada nas principais regiões produtoras elevou substancialmente os preços do café.

“A interpretação que tivemos é que, em 2016, ao mesmo tempo em que consumidor se retraía pelo desemprego e pelo menor salário, ele reduzia o consumo de alguns alimentos, mas, o café não foi afetado. Continuou consumindo por várias razões. Entre elas, porque ainda é um item muito barato na composição do orçamento doméstico. Houve troca de marcas, pelas mais baratas, mas o consumo surpreendeu”, explicou.
A tendência de um mercado firme, mesmo em período de crise econômica, se repetiu em 2017.

“O movimento de alta se consolidou. O consumo nacional aumentou 3,6% enquanto o mundial se eleva entre 1,5 e 2% ao ano. Crescemos acima da média mundial e atingimos 21,99 milhões de sacas em 2017, é um número bastante expressivo. Nos últimos dois anos, o Brasil consumiu 1 milhão de sacas a mais que a média dos anos anteriores. É um avanço importante porque significa que temos uma produção capaz de suprir o mercado interno e gerar excedentes para a exportação”.

Valor agregado - Entre os fatores que vêm impulsionando a demanda pelo café no mercado nacional está a disponibilização de produtos de qualidade e de formas diferenciadas de consumo, como as cápsulas, por exemplo. Também é atrativa a grande variedade de bebidas e de regiões produtoras no País, com destaque para Minas Gerais, maior estado produtor do grão. 

Segundo Herszkowicz, o crescimento da demanda pelos cafés especiais tem despertado o interesse de diversas empresas, que estão investindo nesta oportunidade de mercado. Além de estar com o consumo em alta, também possui maior valor agregado.

“A evolução do consumo de café de alta qualidade fez com que grandes empresas lançassem novos produtos de categoria gourmet e superior. São exemplos deste movimento o café Três Corações, o Café Pilão, a Coca-Cola (que ingressou no mercado do café há cerca de um ano) e a Nestlé, que concentrava a atuação no café solúvel há mais de 25 anos. São grandes empresas, com atuação mundial, investindo no ramo do café”.

Com a população em busca de café de qualidade e as indústrias investindo, a tendência é que o consumo aumente 3,6% em 2018, atingindo 23 milhões de sacas.

“O consumidor está experimentando o café de alta qualidade. É um luxo a preço acessível e com muitas variedades, já que contamos com muitas regiões produtoras com características exclusivas. Tudo isso nos faz acreditar que 2018 será um ano positivo para o café”, explicou.

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